quarta-feira, setembro 23, 2026

Ciclone-bomba provoca ventos de até 120 km/h, deixa rastro de destruição e causa morte no Rio Grande do Sul

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Vendavais, granizo e um tornado atingiram diversas cidades gaúchas; mais de 120 pessoas precisaram deixar suas casas e ao menos oito municípios registraram danos.

Um ciclone-bomba provocou um rastro de destruição em diversas regiões do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (6). O fenômeno foi acompanhado por ventos extremamente fortes, chuva intensa, granizo e até a formação de um tornado, causando danos em residências, estruturas públicas, queda de árvores e deixando uma pessoa morta.

Segundo a Defesa Civil, pelo menos oito municípios comunicaram oficialmente prejuízos provocados pelo temporal. Até a noite de quinta-feira, 121 pessoas estavam desalojadas ou em abrigos no estado.

Ventos passaram de 120 km/h

Dados da Climatempo apontam que Porto Alegre registrou a maior rajada de vento do estado, alcançando 120,4 km/h. Outras quatro cidades também tiveram ventos superiores aos 100 km/h, potencializando os estragos.

Além dos ventos intensos, moradores registraram em vídeos a passagem de um tornado no município de Pedro Osório, na região sul do estado.

Estragos atingem diversas cidades

Os temporais provocaram queda de árvores, destelhamentos, danos em prédios públicos, estruturas rurais e alagamentos em diferentes municípios.

Em Pelotas, parte do muro do Presídio Regional desabou durante o vendaval. A Defesa Civil realizou vistoria no local, enquanto policiais penais reforçaram a segurança da unidade devido ao risco de novos desmoronamentos.

As prefeituras de Pelotas, Rio Grande e Pinheiro Machado suspenderam as aulas nesta sexta-feira (7) em razão dos danos provocados pelo ciclone.

Motociclista morreu após queda de árvore

Em Montenegro, um motociclista de 33 anos morreu após ser atingido pela queda de uma árvore na RS-124, durante o temporal.

Na capital gaúcha, os ventos arrancaram o telhado de um prédio e também provocaram o desabamento de parte da estrutura do Parque de Exposições Assis Brasil, onde é realizada a Expointer.

Defesa Civil segue monitorando

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul continua monitorando a situação e orienta a população a evitar áreas de risco, permanecer atenta aos alertas meteorológicos e acionar os órgãos de emergência em caso de necessidade.

As autoridades seguem levantando os prejuízos provocados pelo ciclone nas cidades atingidas, enquanto equipes trabalham na remoção de árvores, recuperação da rede elétrica e assistência às famílias afetadas.

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