A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul determinou o afastamento compulsório de oito servidores investigados na Operação Infiltrados, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) nesta quinta-feira (24). A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (25) e assinada pelo delegado Clever José Fante Esteves, da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
Entre os afastados está o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, que foi alvo de mandado de prisão na operação. Ele se apresentou à Corregedoria durante a tarde de quinta-feira, após não ser localizado em casa no início das diligências. A defesa afirmou que o delegado ficou surpreso com a operação e que pretende pedir a revogação da prisão.
Servidores afastados:
A publicação determina o afastamento compulsório dos seguintes policiais:
- Luiz Carlos de Souza
- Douglas Tobias
- Neverson Vieira de Araújo
- Nelson Ricardo Barros de Oliveira
- Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa
- Roberto Palmeira da Silva
- Nilton César Sales dos Santos
- Marcos André Santos Chaves
A medida administrativa ocorre no mesmo contexto da investigação criminal conduzida pelo Gaeco. Na quinta-feira, foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos. Até o balanço divulgado após o início da operação, entre os presos estavam policiais civis, policiais militares e um policial penal.
Operação Infiltrados
A operação cumpriu nesta quinta-feira 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.
As investigações começaram em outubro de 2025, a partir de provas descobertas durante as Operações Traquetos e Blindspot, também conduzidas pelo Gaeco. Conforme o Ministério Público, os elementos reunidos apontaram a participação de policiais em um esquema de desvio de entorpecentes, principalmente cocaína.
Segundo as investigações, o grupo atuava de duas formas. Em alguns casos, parte da droga apreendida era omitida dos registros oficiais das ocorrências. Em outras situações, os entorpecentes eram retirados diretamente dos depósitos das delegacias.
Após o desvio, as drogas eram repassadas a traficantes ligados à organização criminosa, que ficavam responsáveis por colocar novamente os entorpecentes no mercado ilegal.
Conforme apurado pela reportagem, as investigações encontraram indícios do esquema desde 2021. Leia detalhes aqui.

