Quase dois anos após o assassinato de João Vitor Vieira de Souza, de 23 anos, dentro de uma garagem de veículos na Vila Jacy, em Campo Grande, o inquérito que apurava o crime foi arquivado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul.
A decisão foi divulgada pela 20ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e se refere ao inquérito policial instaurado para apurar as circunstâncias da morte do jovem.
Segundo o extrato de arquivamento, o Ministério Público entendeu que não havia justa causa suficiente para o oferecimento de denúncia criminal.
“Ante o exposto e pelo que mais do Inquérito Policial consta, o Ministério Público Estadual arquiva o presente feito, tendo em vista a falta de justa causa para oferecimento da denúncia”, diz trecho da decisão.
O crime aconteceu em 14 de agosto de 2024. João Vitor trabalhava em uma garagem de veículos na Rua José Paes de Farias quando um homem chegou de motocicleta, entrou no estabelecimento e efetuou disparos contra ele. Câmeras de segurança registraram a ação.
O jovem foi atingido no pescoço e na região do olho. Equipes de socorro chegaram a realizar manobras de reanimação antes de encaminhá-lo em estado grave para a Santa Casa de Campo Grande.
João Vitor permaneceu internado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada de 16 de agosto de 2024.
Na época, a perícia recolheu cápsulas de calibre .380 e um projétil no local do crime. O atirador fugiu após os disparos e a motivação do homicídio passou a ser investigada.
Agora, com o arquivamento, não houve oferecimento de denúncia criminal a partir das provas reunidas no inquérito.
A decisão ainda pode ser questionada. Conforme o Ministério Público, familiares da vítima podem apresentar pedido de revisão no prazo de 30 dias, inclusive indicando fatos novos, diligências ou testemunhas que possam contribuir para o esclarecimento do caso.

