quinta-feira, setembro 24, 2026

Em cinco dias, dois PMs do Rio morrem com tiros de fuzil na cabeça

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O sargento da Polícia Militar Adriano Pereira de Souza, de 36 anos de idade, morreu nesta segunda-feira (1º) pela manhã durante confronto com criminosos na comunidade do Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, zona norte do Rio de Janeiro. 

O militar foi atingido com um tiro na cabeça e socorrido de helicóptero para o Hospital Central da corporação, no bairro do Estácio, mas já chegou sem vida. 

Adriano de Souza era lotado no 9º batalhão da PM, zona norte da cidade.

A ação tinha por finalidade restabelecer a ordem por meio da desarticulação e enfraquecimento das atividades criminosas locais e a retirada de barricadas, barreiras de concreto colocadas nas ruas da comunidade para dificultar as ações das forças de segurança do estado. 

Durante o patrulhamento por um dos pontos do complexo, as equipes apreenderam um fuzil e uma pistola. Não houve prisões.

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar lamentou a morte do policial. 

Ele deixa dois filhos. Ainda não há informações sobre o local do velório e sepultamento.>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Outra vítima

Na quinta-feira (28), o subtenente da Polícia Militar André Luiz Cardoso Eccard, lotado no Grupo de Ações Táticas (GAT) do Batalhão de Jacarepaguá, zona sudoeste do Rio, foi morto com um tiro de fuzil na cabeça, durante patrulhamento na Rua Virgínia Vidal, na comunidade da Covanca, bairro do Tanque, em Jacarepaguá.

Os tiros foram disparados por dois homens que ocupavam uma motocicleta. Outros dois policiais da equipe também foram atingidos por tiros na cabeça e outro foi ferido nas costas.

O subtenente Eccard não resistiu aos ferimentos. Ele tinha 49 anos e ingressou na corporação no ano de 2000. 

Os militares eram lotados no serviço reservado do batalhão e estavam num carro descaracterizado, quando foram atingidos por um dos motoqueiros armado com um fuzil.

Números

De acordo com o Instituto Fogo Cruzado, este ano 51 agentes de segurança foram baleados na região do Grande Rio, sendo que 22 morreram e 29 ficaram feridos. 

Somente em relação aos policiais militares, 18 morreram. Adriano Pereira foi o 18º PM morto desde o início de 2026, e 23 sobreviveram.

FONTE: AGENCIA BRASIL

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