Prefeitura de Campo Grande fez depósito antecipado de R$ 1 milhão para fins de produção de asfalto em Campo Grande. No entanto, a destinação do montante vem desacompanhada de critérios, quantitativos e preço unitário.
Conforme divulgado em Diário Oficial do Município, nesta segunda-feira (21), o dinheiro foi destinado ao Consórcio Central MS, formado por Campo Grande e mais cinco municípios (Sidrolândia, Dois Irmãos do Buriti, Jaraguari e Terenos).
O depósito prévio, diz a publicação, é para a produção de massa asfáltica do tipo CBUQ. A finalidade é fomentar as ações do tapa-buraco, alvo de críticas por parte do contribuinte de Campo Grande.
Porém, o extrato desse aditivo omitiu o volume – quantidade de toneladas – a ser produzido, nem preço unitário da carga negociada.
A única divulgação foi feita pelo próprio Consórcio, que garante que a compra coletiva gera economia de cerca de 34% no preço da tonelada do CBUQ em relação ao mercado privado. E que a capacidade de produção é de 120 toneladas por hora.
Nesta segunda-feira (21), a prefeitura anunciou que aumentou de sete para 12 o número de frentes de trabalho no tapa-buraco. O aumento de pouco menos de 50% não transparece aos olhos da população, que faz queixas constantes por conta dos buracos.
O adiantamento também chama a atenção quando vários prestadores de serviço reclamam de calote de serviços já executados, especialmente na área da saúde.

