Reeleita deputada federal pelo PSOL de São Paulo com 1,6 milhão de votos, Erika Hilton afirmou que não pretende antecipar uma eventual candidatura à Presidência da República, mas disse estar disposta a ocupar o cargo caso, no futuro, seu partido e as circunstâncias políticas apresentem essa possibilidade.
A declaração foi dada nesta terça-feira (6), em entrevista à CNN Brasil. Erika afirmou que não diria ter, neste momento, vontade de disputar o Palácio do Planalto, mas relatou que passou a ouvir de eleitores e apoiadores manifestações sobre a possibilidade de um dia chegar à Presidência.
Segundo a deputada, sua intenção é contribuir para que o Brasil considere a presença de uma pessoa trans e integrante da comunidade LGBTQIA+ em posições de maior destaque na política nacional.
“Estarei pronta”, afirma deputada
Erika afirmou que, caso essa possibilidade seja apresentada no futuro e os partidos entendam que ela poderia ocupar o posto, não pretende recuar por causa das reações contrárias.
A deputada também relacionou o tema aos desafios enfrentados por mulheres e pessoas LGBTQIA+ na política brasileira. Para ela, questões como misoginia e machismo ainda precisam ser enfrentadas antes que uma candidatura desse perfil seja vista com maior naturalidade.
Apesar da declaração, Erika não anunciou candidatura à Presidência para a próxima eleição. A fala foi apresentada como uma possibilidade futura, condicionada às circunstâncias políticas e às decisões partidárias.
Críticas e avaliação sobre a esquerda
Na mesma entrevista, Erika comentou o resultado das eleições de 2026 e defendeu que os partidos de esquerda façam uma reorganização para enfrentar o novo cenário do Congresso.
A parlamentar afirmou que a esquerda precisa atualizar plataformas, linguagem e seus quadros para ampliar a comunicação com o eleitorado. Em outra entrevista concedida à CNN no mesmo dia, ela também avaliou que a direita tem conseguido trabalhar melhor determinados ativos políticos e defendeu mudanças na estratégia de sua própria corrente política.
Erika também afirmou que seu futuro dentro do PSOL ainda é incerto e dependerá de conversas futuras. Entre os temas citados por ela está a possibilidade de uma federação entre PSOL e PT, que, em sua avaliação, poderia ampliar a presença das legendas em diferentes estados.
A declaração sobre a Presidência, portanto, ocorre em meio a uma discussão mais ampla sobre o futuro político da deputada e os caminhos que a esquerda deverá seguir durante a próxima legislatura.

