quarta-feira, setembro 30, 2026

Exclusiva 365Scores: Gio Garbelini fala sobre a escolha pelo Brasil, Copa de 2027 e inspiração em Marta

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A Seleção Feminina tem uma joia que nasceu em São Paulo, mas cresceu entre os Estados Unidos e a Espanha: a atacante Gio Garbelini. Aos 23 anos, a jogadora do Atlético de Madrid é cotada para disputar a Copa do Mundo de 2027, que será disputada no Brasil.

“Nasci no Brasil, mas com 3 anos de idade nos mudamos para os Estados Unidos. Eu aprendi português com meus pais, porque não fui alfabetizada no Brasil. Às vezes, sinto que não falo português perfeitamente. Eu cresci falando inglês com o meu irmão, então sou acostumada a falar inglês”, disse Gio, em português com um certo sotaque paulista, em entrevista exclusiva ao 365Scores.

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A carreira de Gio Garbelini, mesmo ainda jovem, é de dar inveja a qualquer jogadora. A atacante, que veste a Amarelinha desde 2020, acumula passagens por Barcelona, Levante, Arsenal, Everton e Madrid CFF.

Veja a entrevista na íntegra de Gio Garbelini ao 365Scores:

Como surgiu a decisão de defender a seleção brasileira após jogar nas bases de EUA e Espanha?

“Foi uma decisão que foi acontecendo de forma muito natural. Eu nasci no Brasil, meus pais são brasileiros, toda a minha família é do Brasil. O Brasil sempre fez parte da minha vida, apesar de ter crescido nos Estados Unidos e ter morado muitos anos na Espanha.

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Qual a expectativa para disputar a Copa do Mundo pela primeira vez, e logo no Brasil?

“É difícil até explicar. Por ser a Copa no Brasil, tem um significado ainda maior. É um sonho jogar uma Copa do Mundo, mas poder fazer isso no meu país, com a minha família e as pessoas que sempre me apoiaram podendo estar por perto, será muito especial.

Não tenho palavras para dizer. Mas eu tento não pensar muito lá na frente. Ainda tem muito trabalho até chegar em 2027, então estou focada em continuar evoluindo e fazendo o meu trabalho no clube para estar preparada quando chegar o momento.”

Como você lida com a concorrência no ataque a menos de um ano da Copa?

“A concorrência faz parte de uma seleção como a nossa. Tem muitas jogadoras de qualidade. Isso é algo positivo, porque faz você querer evoluir cada vez mais. Eu tento não ficar pensando em quem está lá concorrendo comigo ou em quem vai ser escolhida, mas, sim, focar mais no meu trabalho, melhorar todos os dias e estar pronta quando tiver oportunidade.

No final, a decisão não está nas minhas mãos. O que eu posso controlar é o que eu faço em campo.”

A Copa de 2027 pode ser uma virada de chave para o futebol feminino no Brasil?

“Com certeza. A Copa do Mundo no Brasil pode ser uma oportunidade muito grande para o futebol feminino. Espero também que consiga trazer ainda mais pessoas para acompanhar, conhecer as jogadoras e se interessar pelo futebol feminino.

Mas também que esse interesse continue depois da Copa. É importante que o investimento e a estrutura continuem crescendo, porque tem muitas meninas no Brasil com talento e que precisam dessas oportunidades para poder chegar cada vez mais longe.”

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Imaginava uma carreira com clubes grandes ainda tão jovem?

“Sinceramente, não. Quando comecei a jogar futebol, eu não ficava pensando em onde eu estaria alguns anos depois. Eu só queria jogar, aprender e aproveitar as oportunidades que apareciam. É claro que sempre tive sonhos e objetivos, por exemplo, jogar na seleção. Mas nunca imaginei que aconteceria.

E muito menos passar por clubes tão grandes e viver tudo isso tão nova. É algo que sou muito grata. Cada lugar por onde eu passei me ensinou muita coisa e ajudou muito na jogadora e na pessoa que eu sou hoje em dia.”

Foto: Aitor Alcalde/Getty Images

Você nunca jogou por um time brasileiro. Tem vontade de atuar por um clube no Brasil?

“Eu acho que sim, seria uma experiência muito legal. Eu nunca fecho a porta para nada, principalmente porque eu nunca joguei no Brasil. Minha família é de lá, eu sou de lá, mas eu não cresci lá.

Saí do Brasil com 3 anos, então seria uma coisa muito especial. Mas hoje em dia estou muito feliz no Atlético (de Madrid), focada no meu momento aqui. Mais para frente, claro que seria legal poder viver essa experiência no Brasil.”

Acompanha o Brasileirão Feminino? Tem carinho especial por algum clube?

“Eu acompanho quando eu consigo, principalmente os jogos mais importantes. Mas como cresci fora do Brasil, não tive aquela coisa de acompanhar o futebol brasileiro toda semana desde pequena.

Talvez eu não tenha um clube que eu possa dizer que é meu time de coração. Só vou falar uma coisa: meu pai é muito corintiano.

Eu gosto muito de acompanhar o crescimento do futebol feminino no Brasil. É legal ver cada vez mais os clubes investindo e dando espaço para as meninas. Isso é muito importante, e vai ser importante ter essa Copa do Mundo no Brasil.”

Quem é a sua ídola no futebol?

“A Marta, com certeza. Ela é uma referência enorme para mim e para o futebol feminino, não só por tudo o que ela fez no campo, mas também por fora. Tive muita sorte na minha carreira de poder treinar e jogar com jogadoras muito boas, no Barça, no Arsenal, na Seleção e nos outros clubes por onde eu passei.

Você aprende muito convivendo com as melhores, vendo como elas treinam, como trabalham e como lidam com diferentes situações. Mesmo sem perceber, você acaba aprendendo um pouco com cada uma delas.”

E qual é o tamanho da importância da Marta dentro da Seleção? Como é conviver com ela nos treinos e jogos?

“A Marta é uma pessoa muito importante para seleção e para mim. É muito especial poder conviver com ela. Às vezes, você está ali no dia a dia e acaba esquecendo o tamanho da história, porque ela é uma referência que eu cresci vendo jogar. Poder treinar com ela, conversar, aprender e estar no mesmo grupo, é algo que valorizo muito. Ela é uma pessoa muito tranquila no dia a dia e muito humilde. Isso torna tudo ainda mais especial.”

Você cresceu falando português? Sente alguma dificuldade?

“Eu aprendi português com meus pais, porque eu não fui alfabetizada no Brasil. Às vezes, sinto que não falo português perfeitamente. Eu cresci falando inglês com o meu irmão, então sou acostumada a falar inglês. Até hoje é muito difícil falar com ele em português.

Quando a gente se mudou para a Espanha, acabou virando uma mistura de tudo. A gente fala mais espanhol do que português. Às vezes, a gente está na mesa falando português, espanhol, inglês, portunhol. E sai muito natural, automático.

Eu estou falando com o meu pai em português, aí meu irmão responde e eu falo com ele em inglês. Parece ser confuso, mas é muito natural para a gente. Eu me acostumei misturando as três línguas.”

Não quer perder nenhum placar de futebol ou os jogos de hoje na tv? Fique por dentro acessando o site do 365Scores: resultado ao vivo, jogos em andamento, classificação atualizada, histórico de confrontos, desfalques e muito mais!

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