Aos 19 anos, Geovana Santos Silva se prepara para tentar uma vaga em um dos setores que mais transformam o mercado de trabalho de Mato Grosso do Sul. Moradora de Inocência, ela cursa Técnico em Celulose e Papel no Senai desde setembro de 2025, em meio à construção de uma fábrica da Arauco no município.
“Quero aproveitar as oportunidades que surgem com o crescimento do setor e me preparar para o futuro. A cidade está crescendo e as expectativas são as melhores possíveis”, afirma.
A mudança no mercado de trabalho aparece nos números. Mato Grosso do Sul terminou 2025 com saldo de 19.756 empregos formais, segundo dados do Novo Caged. O estado chegou a 689.951 vínculos com carteira assinada, alta de 2,91% em relação ao ano anterior.
A construção civil foi responsável pelo maior saldo, com 5.873 vagas. Depois aparecem serviços (4.835), indústria (4.536), comércio (3.258) e agropecuária (1.256).
O avanço ocorre ao mesmo tempo em que grandes empreendimentos são instalados em diferentes regiões do estado, principalmente na cadeia de celulose.
Fábricas mudam cidades
Em Inocência, a Arauco prevê investimento de US$ 4,6 bilhões na construção de uma fábrica de celulose. A unidade terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas por ano.
O empreendimento deve gerar milhares de oportunidades durante a construção e manter postos de trabalho depois do início da operação. A movimentação também aumenta a demanda por transporte, alimentação, hospedagem, manutenção e outros serviços.
Em Bataguassu, outro projeto de celulose prevê investimento de US$ 4 bilhões. A estimativa é de cerca de 10 mil empregos durante as obras e aproximadamente 3 mil na fase de operação.
A expansão da cadeia florestal também é acompanhada pelo aumento da área de florestas plantadas no estado. Em 2025, Mato Grosso do Sul tinha cerca de 1,75 milhão de hectares, mais de cinco vezes a área registrada uma década antes.
O governo estadual estima que os investimentos previstos no setor possam superar R$ 70 bilhões até 2028.
FONTE: TOP MIDIA NEWS

