segunda-feira, setembro 21, 2026

Itália limita reabastecimento em 4 aeroportos face à falta de combustível

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Em um boletim aeronáutico, a empresa Air BP Italia informou que as restrições afetam os aeroportos de Bolonha, Milão Linate, Treviso e Veneza Marco Polo, devendo permanecer em vigor, a princípio, até quinta-feira.

O aeroporto de Milão Linate tem voos regulares para Lisboa e Porto, enquanto Bolonha e Veneza Marco Polo operam conexões para a capital portuguesa, e Treviso tem voos para o Porto.

De acordo com o boletim, citado pela agência de notícias italiana Adnkronos, as restrições de abastecimento não se aplicam a voos de emergência médica nem a voos governamentais com duração superior a três horas.

O grupo Save, responsável pelos aeroportos de Treviso, Veneza Marco Polo e Verona, minimizou a medida e afirmou que “as restrições de combustível não são significativas”.

Em comunicado, a empresa destacou que o problema afeta apenas um fornecedor e que “existem outros nos aeroportos do grupo que abastecem a maioria das companhias aéreas”.

O grupo reforçou que as operações aéreas não estão sendo comprometidas, já que “não foi imposta nenhuma restrição a voos intercontinentais ou dentro do Espaço Schengen, e as operações seguem normalmente”.

Também no sábado, a primeira-ministra da Itália concluiu uma visita ao Golfo Pérsico com um apelo à liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, uma rota marítima essencial para o mercado de petróleo.

Giorgia Meloni se reuniu nos Emirados Árabes Unidos com o presidente do país, xeque Mohamed bin Zayed Al Nahyan, na última etapa de uma viagem de dois dias que também incluiu passagens pela Arábia Saudita e pelo Qatar.

Durante o encontro, os dois líderes discutiram a “necessidade de garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”.

Em cerca de 48 horas, Meloni também se encontrou em Doha com o emir do Qatar, Tamim bin Hamad al-Thani, a quem ofereceu a capacidade industrial italiana para ajudar na recuperação de infraestruturas energéticas danificadas.

Nas três paradas da viagem, Meloni destacou a urgência de reabrir o Estreito de Ormuz para garantir o fornecimento de hidrocarbonetos e reduzir os impactos da crise.

A Líbia é o principal fornecedor de petróleo para a Itália, em parte porque a estatal italiana Eni atua no país desde 1959, mas Roma também importa petróleo da Arábia Saudita, de países africanos como o Egito e de nações do Oriente Médio, como o Iraque.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã, que respondeu com o fechamento do Estreito de Ormuz e ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou uma alta nos preços do petróleo e de outras commodities.

Leia Também: Idoso é detido pela morte da ex-mulher após 33 anos: “Nova perspetiva”

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