sexta-feira, setembro 25, 2026

Norte de MS contabiliza mais de R$ 1,5 bilhão para novo ciclo de saúde e infraestrutura

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Cidades da região Norte de MS contabilizaram cerca de R$ 1,5 bilhão em obras de saneamento, infraestrutura e saúde. O balanço mostra a transformação socia que as intervenções geral nessas localidades. 

Conforme a divulgação, No Norte de Mato Grosso do Sul, obra pública costuma ganhar uma dimensão muito concreta. É a estrada que encurta o caminho entre a propriedade rural e a cidade, a ponte que deixa de ser um obstáculo no período de chuvas, o asfalto que chega à porta de casa, o posto de saúde que ganha estrutura ou a escola que passa por uma reforma esperada há anos.

Quando os investimentos destinados aos dez municípios da região são colocados lado a lado, aparece a dimensão desse movimento. Alcinópolis, Camapuã, Costa Rica, Coxim, Figueirão, Pedro Gomes, Rio Negro, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste e Sonora somam aproximadamente R$ 1,54 bilhão em investimentos estaduais desde 2023, de acordo com os balanços municipais fornecidos para esta reportagem. 

Estradas, pontes e asfalto puxam os investimentos

A infraestrutura responde pela parcela mais visível desse esforço.
Camapuã aparece com o maior volume, mais de R$ 490 milhões desde 2023. O pacote inclui a pavimentação da MS-338 em direção a Ribas do Rio Pardo, obras na MS-436, pontes, melhorias no aeródromo, pavimentação urbana e investimentos em saneamento.

Costa Rica soma R$ 207,8 milhões, com intervenções urbanas e rodoviárias, incluindo obras nas MS-316, MS-223 e MS-135, além de estradas vicinais e projetos de drenagem e pavimentação.

Em Coxim, os investimentos chegam a R$ 178,5 milhões e alcançam pavimentação, drenagem, saneamento, segurança pública, educação e saúde. Figueirão aparece com R$ 169,1 milhões, enquanto Pedro Gomes soma R$ 166,5 milhões.
Os demais municípios completam o mapa regional: São Gabriel do Oeste registra R$ 91,5 milhões; Rio Negro, R$ 81 milhões; Rio Verde de Mato Grosso, R$ 78,1 milhões; Sonora, mais de R$ 53,9 milhões; e Alcinópolis, mais de R$ 25,8 milhões.

Por trás das cifras há uma característica comum a praticamente toda a região: a necessidade de conectar cidades, propriedades rurais e áreas produtivas. Em uma região marcada pela produção agropecuária e pelas grandes distâncias, essas obras não dizem respeito apenas ao escoamento da produção. A mesma estrada utilizada pelo caminhão é percorrida pelo transporte escolar, pela ambulância, pelo trabalhador e pela família que precisa chegar aos serviços disponíveis nos centros maiores.

Saúde tenta reduzir a distância até o atendimento

É justamente na saúde que distância e regionalização se encontram.
Coxim ocupa posição estratégica nesse desenho por concentrar serviços que atendem moradores de outros municípios. O Hospital Regional Dr. Álvaro Fontoura da Silva possui 95 leitos clínicos, cirúrgicos e de especialidades e dez leitos de UTI. A cidade também recebe um Centro de Hemodiálise com 22 pontos de atendimento, obra que, segundo o balanço fornecido, estava com pouco mais de 58% de execução.

Em Costa Rica, a Fundação Hospitalar dispõe de 60 leitos, incluindo UTI adulta, e há previsão de ampliação. Camapuã tem em execução a reforma da Sociedade de Proteção à Maternidade e Infância e prevê uma policlínica. Alcinópolis projeta mais de R$ 3 milhões na reforma e ampliação da Unidade Básica de Saúde Averaldo Fernandes Barbosa, enquanto Sonora já reformou e ampliou a UBS do Posto Central e mantém em análise uma intervenção no Hospital Municipal Rachid Saldanha Derzi.

Ainda segundo divulgado, o Plano de Governo apresentado por Eduardo Riedel para um segundo mandato aponta justamente para o aprofundamento dessa lógica regional. Entre os compromissos para 2027–2030 estão fortalecer hospitais de média complexidade, integrar a regulação estadual e municipal, ampliar consultas, exames e procedimentos especializados e expandir a saúde digital para todas as regiões.

Na prática, para os moradores do interior, o resultado esperado dessa política pode ser medido por algo simples: quantos quilômetros ainda será necessário percorrer para conseguir um especialista, realizar um exame ou iniciar um tratamento.
Escola, casa e saneamento também entram nessa conta

O investimento regional não termina no asfalto

Em Coxim, aproximadamente R$ 30,7 milhões foram destinados à reforma de quatro escolas estaduais. São Gabriel do Oeste recebeu cerca de R$ 15,7 milhões em reformas e ampliações de unidades que atendem uma rede estadual de 2.831 estudantes. Figueirão reformou e ampliou sua escola estadual, enquanto Camapuã realizou intervenções em diferentes unidades da rede.

Foi dito também que a habitação aparece igualmente espalhada pelo território. Costa Rica contabiliza 122 moradias entregues desde 2023 e outras 81 em execução. São Gabriel do Oeste recebeu recursos para subsidiar 303 moradias pelo Bônus Moradia e prevê novas unidades. 
Em Sonora foram entregues moradias e lotes urbanizados e outras 50 casas estavam em construção. Figueirão, Alcinópolis, Rio Negro, Rio Verde, Camapuã e Coxim também possuem projetos habitacionais, lotes urbanizados ou ações de regularização fundiária em diferentes estágios.

No saneamento, há municípios que já partiram de patamares elevados. Alcinópolis registra 99% de cobertura de esgotamento sanitário, enquanto Camapuã e Rio Negro aparecem com cobertura próxima de 79%.
Para o próximo ciclo, o Plano de Governo estabelece como referência estadual a universalização do saneamento até 2028.

O que pode mudar entre 2027 e 2030

Se o primeiro mandato colocou grande parte dos recursos regionais em infraestrutura física, o programa apresentado por Riedel para 2027–2030 propõe uma segunda etapa que combina continuidade das obras com expansão dos serviços.
Nas rodovias, a meta estadual é chegar a 6.660 quilômetros de malha pavimentada até 2030 e fazer com que mais da metade das rodovias estaduais tenha pavimento. O documento também prevê recuperação de pastagens degradadas, irrigação, Agricultura 5.0, bioinsumos, rastreabilidade e conectividade rural — temas particularmente ligados à economia dos municípios do Norte.

Na habitação, as propostas incluem ampliar o Bônus Moradia, criar o MS Moradia para famílias de baixa renda, ampliar a regularização fundiária e integrar moradia, infraestrutura e planejamento urbano.
Há também uma frente ambiental com efeito direto sobre a região. O plano prevê a restauração do Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari, unidade de conservação localizada entre Alcinópolis e Costa Rica, além de ações de recuperação de bacias, pagamento por serviços ambientais e revisão da política de recursos hídricos. O Imasul confirma que o parque abrange justamente os dois municípios.

O turismo entra no planejamento com a proposta de criar e fortalecer destinos além dos circuitos já consolidados, explorando turismo de natureza, cultural, gastronômico, comunitário e de eventos. Para uma região que reúne cerrado, rios, cachoeiras, sítios arqueológicos e áreas de transição para o Pantanal, essa diversificação abre uma frente econômica complementar à agropecuária. O próprio plano, entretanto, não estabelece metas de visitantes, geração de empregos ou investimentos específicos por município.

A próxima etapa terá de chegar aos municípios

Essa é também a principal diferença entre o balanço do primeiro mandato e as promessas para os quatro anos seguintes.
Os investimentos realizados ou programados desde 2023 podem ser localizados em ruas, pontes, escolas, hospitais e rodovias determinadas. O plano 2027–2030 trabalha, em grande parte, com compromissos estaduais: ampliar, fortalecer, modernizar, regionalizar e universalizar.

Depois de um ciclo em que os balanços apresentados somam aproximadamente R$ 1,54 bilhão, a régua dos próximos quatro anos tende a ser menos abstrata do que parece.
Para quem vive em Alcinópolis, Camapuã, Costa Rica, Coxim, Figueirão, Pedro Gomes, Rio Negro, Rio Verde, São Gabriel do Oeste ou Sonora, desenvolvimento continuará sendo percebido da forma mais cotidiana possível: na qualidade da estrada, no tempo de espera por uma consulta, no esgoto que chega ao bairro, na escola reformada, na oportunidade de trabalho e na possibilidade de construir a vida sem precisar deixar a cidade onde se escolheu viver.
 

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