quinta-feira, novembro 5, 2026

Polícia Civil diz que investigava policiais traficantes há quatro meses

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul informou que já investigava internamente, há aproximadamente quatro meses, as possíveis irregularidades atribuídas aos policiais civis alvos da Operação Infiltrados II, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) nesta quinta-feira (5).

Em nota à imprensa, a instituição afirmou que a Corregedoria-Geral havia instaurado um inquérito policial e um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos. Segundo a corporação, desde o início das investigações foram adotadas medidas administrativas, incluindo mudanças em procedimentos operacionais, remoções de servidores e uma correição extraordinária na unidade policial.

A operação do Gaeco cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra policiais investigados por possíveis irregularidades relacionadas ao desvio de drogas.

A investigação do Gaeco apurou que policiais civis teriam participado de um esquema de desvio de drogas apreendidas, principalmente cocaína, entre junho de 2025 e maio de 2026, período em que atuavam na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron).

Segundo o Ministério Público, os entorpecentes eram retirados durante diligências policiais, de depósitos das delegacias e até mesmo de cargas que deveriam ser encaminhadas para incineração. Em um dos episódios investigados, mais de 500 quilos de cocaína teriam sido desviados durante o transporte para destruição.

Nesta quinta-feira, a operação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em Dourados, Ponta Porã e Nova Andradina, em Mato Grosso do Sul, além de Santa Terezinha de Itaipu, no Paraná. Nove policiais civis foram alvos de medidas cautelares.

Corregedoria acompanhou operação

A Polícia Civil informou ainda que a Corregedoria-Geral acompanhou o cumprimento das ordens judiciais nesta quinta-feira e que continuará colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.

Na nota, a instituição classificou como inadmissível qualquer utilização da função pública, da estrutura policial ou de instrumentos destinados ao combate à criminalidade para a prática de ilícitos.

A corporação também afirmou que eventuais desvios de conduta serão rigorosamente apurados, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

A Operação Infiltrados II é mais um desdobramento das investigações sobre o envolvimento de policiais civis no desvio de drogas apreendidas em Mato Grosso do Sul.

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