Lula afirmou durante ato de campanha em Florianópolis que quer vencer a eleição para manter Jair Bolsonaro na cadeia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, declarou neste sábado (19), durante um ato político em Florianópolis (SC), que deseja vencer as eleições de 2026 para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumprindo sua pena.
A afirmação ocorreu enquanto Lula comentava a posição atribuída ao senador Flávio Bolsonaro (PL), também candidato à Presidência, que defende a possibilidade de conceder anistia ao pai e a outros condenados no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.
“Eu quero ganhar para manter ele na cadeia”, afirmou Lula, em resposta à declaração de Flávio sobre vencer a eleição para retirar o pai da prisão.
Disputa eleitoral envolve situação jurídica de Bolsonaro
Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Conforme informações divulgadas pela imprensa, o ex-presidente cumpre a pena em regime de prisão domiciliar.
Flávio Bolsonaro já declarou que pretende conceder anistia aos condenados no processo, caso seja eleito. A proposta passou a integrar o debate entre os dois candidatos durante a campanha presidencial.
A declaração de Lula em Florianópolis foi apresentada como uma resposta direta à posição defendida pelo adversário e ao tratamento que cada candidatura afirma pretender dar à situação do ex-presidente.
Campanha de Lula em Santa Catarina
O evento ocorreu na Praça Tancredo Neves, no centro de Florianópolis, durante a agenda eleitoral do presidente em Santa Catarina.
Além de abordar a situação de Jair Bolsonaro, Lula tratou de temas como as apostas esportivas, políticas voltadas às mulheres e questões relacionadas à atuação do Supremo Tribunal Federal.
A manifestação sobre o ex-presidente ocorreu em meio à disputa presidencial de 2026 e à troca de críticas entre Lula e Flávio Bolsonaro, que disputam o comando do Palácio do Planalto.
A eventual concessão de anistia e seus efeitos jurídicos dependem do conteúdo da medida, da legislação aplicável e das interpretações das instituições competentes.

