quarta-feira, novembro 4, 2026

Servidores da Santa Casa aceitam proposta e suspendem paralisação após dois dias de protestos

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Após dois dias de paralisação e intensas manifestações em frente à Santa Casa de Campo Grande, os servidores do hospital decidiram, na tarde desta terça-feira (23), aceitar uma nova proposta apresentada pela gestão e suspender o movimento grevista. A decisão foi tomada por maioria dos presentes em assembleia realizada no fim do dia.

Conforme deliberado, o 13º salário dos colaboradores será pago em duas parcelas: a primeira nesta quarta-feira (24) e a segunda no dia 10 de janeiro. Com isso, as paralisações foram encerradas, embora os trabalhadores classifiquem o acordo como uma “pausa”, já que a continuidade da normalização dos serviços está condicionada ao pagamento de metade do salário ainda nesta quarta.

O clima de tensão marcou o dia de protestos. Durante a tarde, a Polícia Militar foi acionada para acompanhar a mobilização dos enfermeiros e demais profissionais da saúde. Segundo manifestantes, diversas viaturas chegaram ao local. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Áreas de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Siems), Lázaro Santana, criticou a medida.

“Chamaram a polícia. Não somos arruaceiros e muito menos bandidos. Estamos no nosso direito. Iremos continuar a nossa mobilização respeitando os pacientes”, afirmou o sindicalista, mais cedo, antes do acordo ser fechado.

O protesto teve início na segunda-feira (22), motivado pela falta de pagamento do 13º salário. A gestão da Santa Casa alegava depender de um repasse de aproximadamente R$ 9 milhões para quitar o benefício e havia apresentado, inicialmente, uma proposta de pagamento em três parcelas, previstas para janeiro, fevereiro e março de 2026 — alternativa contestada pelo Siems, que questiona a legalidade do parcelamento.

Nos bastidores, o senador Nelsinho Trad chegou a acionar o Ministério da Saúde em busca de apoio financeiro emergencial para o hospital. No entanto, até o momento, não há informações oficiais sobre a origem dos recursos que garantiriam o cumprimento da proposta aceita pelos servidores.

Enquanto isso, os trabalhadores seguem em estado de alerta, aguardando a confirmação dos pagamentos prometidos para os próximos dias.

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