Há uma semana, a família do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, tenta descobrir o que aconteceu com ele após o jovem desaparecer em Várzea Grande. Neste sábado (3), o irmão gêmeo, Bruno Humberto, publicou um novo apelo e pediu ajuda da população para encontrar o professor.
Breno foi visto pela última vez na noite de 26 de setembro. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que ele subiu na garupa de uma motocicleta, por volta das 20h26. Desde então, não foi mais visto.
No novo relato, Bruno descreveu como a família tem enfrentado os sete dias sem notícias. “São sete dias sem comer direito, sem dormir direito, sem viver com ele e sete dias sem ele por perto. Quanto mais os dias passam, a saudade vai aumentando”, afirmou.
O irmão também relembrou a convivência dos dois e a trajetória de Breno, que se formou em Pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e atua na área da educação desde 2021.
“Não está sendo fácil para mim, que sou irmão dele, que vivi a vida inteira com ele, que passei por tudo junto com ele. O irmão que viu ele estudando dias e noites para conseguir tudo que ele conseguiu. O irmão que via ele nesse mesmo lugar todos os dias estudando para um futuro melhor.”
‘Hoje faz uma semana que a gente não vive mais direito’
Bruno afirmou que a família continua acompanhando o trabalho da Polícia Civil e disse acreditar que as investigações estejam próximas de esclarecer o que aconteceu com Breno.
“A polícia segue ajudando a gente desde o início. Eles estão ajudando muito mais agora que está perto, né? Eu tenho fé que esteja perto de acabar tudo isso logo. E só tenho a agradecer a eles por isso, por estarem nos ajudando ainda mais numa situação como essa, que é tão complexa.”
Ao pedir novamente a mobilização da população, o irmão falou também sobre o sofrimento da mãe desde o desaparecimento.
“É um irmão que pede, um irmão que não consegue mais viver sem ele, que está tirando força de onde não tem, uma mãe que tenta ser forte por mim, mas que sofre duas vezes mais. Então, por favor, hoje faz uma semana que a gente não vive mais direito.”
Bruno pediu que as pessoas continuem compartilhando as informações sobre o desaparecimento e comuniquem à Polícia Civil qualquer dado que possa ajudar nas buscas.
“Peço que quem estiver vendo esse vídeo consiga nos ajudar compartilhando, ajudando a mobilizar de alguma forma.”
Suspeito foi localizado
Nesta sexta-feira (2), a Polícia Civil informou que uma pessoa suspeita de participação no desaparecimento foi localizada e que o possível envolvimento dela no caso está sendo investigado. A identidade não foi divulgada para não prejudicar as diligências.
O caso, considerado de alta complexidade, passou a ser conduzido pelo Cartório de Homicídio Consumado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), sob responsabilidade do delegado Bruno Abreu. Inicialmente, a investigação estava com o Núcleo de Pessoas Desaparecidas.
Última vez que Breno foi visto
Breno saiu de casa, no bairro Capela do Piçarrão, na noite de 26 de setembro. Segundo a família, inicialmente ele havia saído para tomar sorvete. Depois, voltou para casa, pegou um capacete e retornou às proximidades da sorveteria.
Câmeras de segurança mostram o professor em frente a uma creche municipal às 20h22. Cerca de quatro minutos depois, um motociclista chega ao local, os dois se cumprimentam e Breno sobe na garupa. Ele não foi mais visto desde então.
Na ocasião, o professor usava regata marrom, short preto e capacete branco. Também carregava uma necessaire preta e vermelha com estampa da série “Stranger Things”.
Informações que possam ajudar a localizar Breno, identificar o motociclista ou esclarecer o desaparecimento podem ser repassadas à Polícia Civil pelo telefone 197 ou diretamente em uma delegacia.

