sábado, setembro 12, 2026

Justiça desbloqueia R$ 7 milhões de juiz aposentado, suspeito de corrupção

Date:

Share

O juiz Aldo Ferreira da Silva Junior teve R$ 7,3 milhões desbloqueados pela Justiça de MS. Ele é réu por improbidade administrativa, quando agiu para desviar e receber parte de valores de precatórios junto a empresários de Campo GRANDE. 

Conforme a decisão do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, foram analisados diversos pedidos, inclusive da esposa dele, a advogadas Emanuelle Alves Ferreira da Silva, também ré. No entanto, grande parte foi negado pelo magistrado, que atendeu apenas a questão do desbloqueio dos valores milionários. 

O magistrado citou que houve alterações em trechos da lei e que não foi demonstrado, de forma concreta, atual e específica, o requisito de perigo de dano ao resultado do processo ‘’algo imprescindível concessão da indisponibilida de bens’’. 

O juiz Ariovaldo anotou também que, embora o Ministério Público defenda, em outros processos contra o casal, suspeitas de desvios de valores e ocultação de patrimônio, não há conclusão que isso de fato ocorreu.

O advogado do juiz aposentado, André Borges, citou que outros desbloqueios contra o cliente já ocorreram e houve nova vitória. 

”Mais uma decisão desbloqueando bens do Aldo. Judiciário cumprindo com exatidão o que está na lei”, festejou e refletiu Borges. 

Entenda o caso 

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul pediu ao Tribunal de Justiça, o bloqueio de R$ 7,3 milhões, do juiz Aldo Ferreira da Silva Júnior e empresários, todos suspeitos de integrar a máfia dos precatórios.

Conforme o pedido, uma investigação que corre no TJMS apura se Aldo, que foi juiz auxiliar na vice-presidência do Tribunal, recebeu propina para beneficiar empresários e um frigorífico no recebimento de precatórios. 

Ainda segundo o MPE, em uma das remessas de dinheiro, José Carlos Lopes, do Frigorífico Frigolope, pagou R$ 155.292, em troca de facilidades, que lhe renderiam mais de um milhão de reais em precatórios. A esposa do juiz, Emmanuelle Alves Ferreira da Silva, era que cedia uma conta bancária para recebimento do dinheiro ilegal. 

Aldo, segue o MPE, sabia que o valor a ser recebido pela empresa de Zeca Lopes já havia sido abatido em razão de ter dívidas com o Governo do Estado, mesmo assim autorizou os pagamentos para a empresa ”amiga”. Emmanuelle já foi presa pela polícia em razão de golpes em outros estados. 

Aldo também é acusado de receber propina de herdeiros e outros interessados, quando era titular da Vara de Sucessões Familiares, em Campo Grande. 
 

Share
Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanha

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Barra Redes Sociais
78,200FansLike

Artigos relacionados

Jovem denuncia motorista de aplicativo por estupro no Jardim Petrópolis (vídeo)

Uma mulher de Campo Grande denunciou ter sido vítima de estupro durante uma corrida por aplicativo na madrugada...

Fachin dá 24h para PF informar situação da íntegra do celular de Vorcaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu prazo de 24 horas para que a Polícia...

Ancelotti convoca Seleção para amistosos; veja a lista

O técnico Carlo Ancelotti divulgou, nesta quarta-feira (9), a lista com os 26 jogadores convocados para os próximos...

Ataque em escola: aluna parte para cima de professora e a golpeia com faca

Uma professora ficou ferida após ser atacada por uma de suas alunas na Escola Estadual Dr. Gerson dos Santos Peres...