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Justiça desbloqueia R$ 7 milhões de juiz aposentado, suspeito de corrupção

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O juiz Aldo Ferreira da Silva Junior teve R$ 7,3 milhões desbloqueados pela Justiça de MS. Ele é réu por improbidade administrativa, quando agiu para desviar e receber parte de valores de precatórios junto a empresários de Campo GRANDE. 

Conforme a decisão do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, foram analisados diversos pedidos, inclusive da esposa dele, a advogadas Emanuelle Alves Ferreira da Silva, também ré. No entanto, grande parte foi negado pelo magistrado, que atendeu apenas a questão do desbloqueio dos valores milionários. 

O magistrado citou que houve alterações em trechos da lei e que não foi demonstrado, de forma concreta, atual e específica, o requisito de perigo de dano ao resultado do processo ‘’algo imprescindível concessão da indisponibilida de bens’’. 

O juiz Ariovaldo anotou também que, embora o Ministério Público defenda, em outros processos contra o casal, suspeitas de desvios de valores e ocultação de patrimônio, não há conclusão que isso de fato ocorreu.

O advogado do juiz aposentado, André Borges, citou que outros desbloqueios contra o cliente já ocorreram e houve nova vitória. 

”Mais uma decisão desbloqueando bens do Aldo. Judiciário cumprindo com exatidão o que está na lei”, festejou e refletiu Borges. 

Entenda o caso 

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul pediu ao Tribunal de Justiça, o bloqueio de R$ 7,3 milhões, do juiz Aldo Ferreira da Silva Júnior e empresários, todos suspeitos de integrar a máfia dos precatórios.

Conforme o pedido, uma investigação que corre no TJMS apura se Aldo, que foi juiz auxiliar na vice-presidência do Tribunal, recebeu propina para beneficiar empresários e um frigorífico no recebimento de precatórios. 

Ainda segundo o MPE, em uma das remessas de dinheiro, José Carlos Lopes, do Frigorífico Frigolope, pagou R$ 155.292, em troca de facilidades, que lhe renderiam mais de um milhão de reais em precatórios. A esposa do juiz, Emmanuelle Alves Ferreira da Silva, era que cedia uma conta bancária para recebimento do dinheiro ilegal. 

Aldo, segue o MPE, sabia que o valor a ser recebido pela empresa de Zeca Lopes já havia sido abatido em razão de ter dívidas com o Governo do Estado, mesmo assim autorizou os pagamentos para a empresa ”amiga”. Emmanuelle já foi presa pela polícia em razão de golpes em outros estados. 

Aldo também é acusado de receber propina de herdeiros e outros interessados, quando era titular da Vara de Sucessões Familiares, em Campo Grande. 
 

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