Petição pública para cobrar solução para a ”Favela do Carandiru”, em meio do Bairro Mata do Jacinto, coletou 2.108 assinaturas, nos últimos 20 dias, em Campo Grande. A lista de reivindicações será levada ao Ministério Público Estadual e moradores veem uma ”luz no fim do túnel”.
Quem detalha o apelo é administrador do Grupo do WhatsApp ”Guardiões do Prosa”, Elias Camilo dos Santos. Ele diz que o número de assinantes foi grande, mas poderia ser maior não fossem o medo das ameaças. O grupo é formado por comerciantes e moradores, desesperados com a criminalidade, sujeira e fiação derrubada.
”Nossa principal reivindicação é em relação ao local. Queremos que as pessoas ali recebam as casas que têm direito, que seja feita a doação, mas que depois o espaço seja derrubado e a área transformada”, explicou Santos.
O administrador citou diversos problemas por causa da favela constituída em um prédio de uma obra inacabada.
”Virou ponto de prostituição, receptação de produtos roubados e drogas. Foi montado até bar e mercearia dentro, onde pessoas trocam alimentos por drogas”, desabafou o líder. Ele citou a situação de um fio derrubado e largado há mais de uma semana, igualmente sem solução.
Favela é tomada por lixo e criminalidade (Foto: Repórter Top)
Fake news
Elias rebate fake news que diz que a intenção da vizinhança é jogar os moradores da favela na rua. Ao contrário.
”Nós queremos que (poder público) resolva o problema. Se tem gente de bem ali, que doe uma casa e ela saia”, observou.
A petição reúne assinaturas de moradores, sobretudo, dos bairros Mata do Jacinto e Carandá Bosque, ambos na região Norte da cidade. A entrega à promotoria será presencial e o grupo promete registros do momento.
Reportagem
Matéria do TopMídiaNews que mostrou a situação do local – e que foi acionada pela vizinhança – teve grande repercussão no site e nas mídias sociais. O medo da criminalidade foi um dos tópicos mais comentados, além do lamento pelos próprios moradores de bem na favela que acabam sendo reféns dos marginais, inclusive de facções criminosas.
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