Um homem condenado a 24 anos de prisão por homicídio qualificado ocorrido em Água Clara seguirá preso preventivamente até o julgamento do recurso no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). A decisão foi tomada após o Tribunal do Júri confirmar, por unanimidade, a autoria e a gravidade do crime cometido em 2023.

Conforme o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a denúncia da 1ª Promotoria de Justiça de Água Clara, relata que o crime aconteceu após uma discussão sobre falta de combustível no veículo em que o réu e a vítima estavam.
O homem atacou a vítima com vários golpes de faca, de maneira repentina, inclusive quando ela já estava caída, o que levou o Conselho de Sentença a reconhecer motivo fútil e recurso que dificultou a defesa.
Durante o julgamento, a Promotora de Justiça Laura Assagra Rodrigues Barbosa Pimenta sustentou a condenação. A defesa tentou afastar as qualificadoras e pediu o reconhecimento de homicídio privilegiado, alegando violenta emoção, mas todas as teses foram rejeitadas pelos jurados.
Com a confirmação unânime da autoria e materialidade do crime, o juiz Pedro Gonçalves Teixeira fixou a pena em regime inicial fechado. A defesa apresentou recurso, que foi recebido com efeito suspensivo e devolutivo. Ainda assim, o magistrado determinou que o condenado continue preso, justificando a necessidade de preservar a ordem pública.
O caso agora segue para o TJMS, onde o recurso será analisado. Até lá, o réu permanecerá preso.

