quarta-feira, novembro 4, 2026

Trump zomba de democratas e os compara a perus perdoados no Dia de Ação de Graças

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a perdoar perus, nesta terça-feira (25), Dia de Ação de Graças, um dos feriados mais importantes do país. As aves Gobble e Waddle receberam o perdão presidencial.

Desde 1947, a Federação Nacional de Criadores de Peru dá ao governo americano um peru vivo e dois mortos para o Dia de Ação de Graças, feriado nacional que remete ao banquete dado pelos colonos do país após sua primeira colheita, em 1621.

Trump aproveitou para zombar de rivais democratas ao falar sobre as aves. “Quando eu vi as fotos deles… eu acho que não deveria falar isso, mas eu ia chamar eles de Chuck e Nancy. Mas aí eu percebi que eu nunca perdoaria eles, eu nunca perdoaria essas pessoas”, afirmou o presidente, em referência ao senador Chuck Schumer e à deputada Nancy Pelosi, veteranos do Partido Democrata no Congresso.

A tradição de perdoar o peru vivo começou como uma piada do presidente Richard Nixon, em 1973, que enviou o pássaro a uma fazenda em vez de servi-lo. A prática foi formalizada na gestão de George H. W. Bush (1989-1993) e é realizada anualmente desde então.

Há mitos discrepantes de que os primeiros presidentes a poupar o peru da ceia -que, neste ano, acontece na quinta-feira (26)- teriam sido Abraham Lincoln (1861-1865) ou Harry Truman (1945-1953). As especulações, no entanto, não têm respaldo histórico.

Trump havia perdoado um peru pela última vez em novembro de 2020, poucos dias após perder a eleição para Joe Biden. Na ocasião, o perdão presidencial foi um dos poucos momentos em que Trump apareceu em público depois da derrota, e a primeira vez que o fez depois de autorizar formalmente a transição de poder, muito embora seguisse sustentando bravatas de que havia perdido o pleito -o que culminou na invasão do Capitólio, em janeiro de 2021, no dia da certificação da vitória de Biden pelo Congresso.

No ano passado, Biden perdoou dois perus, Peach (pêssego) e Blossom (flor ou floração), mantendo a tradição anual. Os nomes dos perus eram uma homenagem a Delaware, estado natal e berço político de Biden, que adotou o pessegueiro como símbolo.

A violência global caiu em vários conflitos, mas a Guerra da Ucrânia registrou aumento de 135% nas mortes, somando 87.458 vítimas entre 2024 e 2025. No total, 239.787 pessoas morreram em 36 guerras ativas. O Brasil aparece em destaque, com 7.108 mortes ligadas ao crime organizado.

Folhapress | 13:15 – 25/11/2025

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