segunda-feira, novembro 2, 2026

Ramagem deve renunciar no ano que vem se receber asilo dos EUA, diz líder do PL

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou, nesta segunda (15), que Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado ameaçado de cassação, lhe disse que poderia renunciar no ano que vem.

A decisão de Ramagem dependeria de um pedido de asilo que ele apresentou aos Estados Unidos, para onde fugiu após ser condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no processo da trama golpista.

Segundo Sóstenes, caso o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), mantenha o plano de levar a perda de mandato de Ramagem à votação no plenário nesta semana, a expectativa do PL é a de que o resultado seja o mesmo do caso Carla Zambelli (PL-SP).

Ou seja, haveria maioria de votos para manter o mandato de Ramagem, mas o STF agiria para anular essa decisão.

Por isso, o líder vai pleitear a Motta que a votação seja adiada -o caso iria a plenário na quarta (17), a princípio.

Na opinião de Sóstenes, Motta teria que seguir o trâmite usado para Zambelli, cuja cassação foi alvo de deliberação primeiro na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) antes de chegar ao plenário. Isso, segundo o líder, daria tempo para que Ramagem pudesse obter o asilo e renunciar antes de ser cassado.

Ramagem fugiu para os Estados Unidos durante o julgamento da trama golpista pelo STF, processo no qual foi condenado a 16 anos e um mês de prisão por participar da tentativa de um golpe. O Supremo também determinou a perda do seu mandato.

Ele teria se mudado em setembro para um condomínio de luxo na Flórida, enquanto gravava vídeos e votava à distância nas sessões da Câmara, amparado por um atestado médico.

O entendimento da cúpula da Câmara é de que caberia ao plenário a decisão final sobre as condenações de Ramagem e Zambelli à perda de mandato. O STF, no entanto, ordenou, na sexta-feira (12), que Motta tirasse o mandato da deputada.

Motta, porém, adotou procedimentos diferentes em cada caso -o proceso de Zambelli foi enviado antes para a CCJ, onde tramitou por mais de quatro meses antes de ser levado ao plenário, enquanto o caso do deputado irá diretamente para a deliberação final da Casa.

O governador de São Paulo decidiu cobrar o governo Lula por problemas com a Enel, sendo que vem defendendo privatizações de serviços básicos, como luz e água; a Eletropaulo, que virou Enel, foi privatizada em 1999 durante gestão de direita do PSDB e desde então vem recebendo inúmeras críticas pelo serviço prestado

Estadao Conteudo | 14:48 – 15/12/2025

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