segunda-feira, novembro 2, 2026

Paciente espera há mais de 15 dias por cirurgia na Santa Casa: ‘saúde está em colapso’

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O jovem Luan Victor Ferreira de La Sierra, de 21 anos, está há mais de 15 dias vivendo uma agustia na Santa Casa de Campo Grande. Na espera por uma cirurgia ortopédica no pulso, ele realiza jejum todos os dias, com a promessa do procedimento ser realizado. 

A mãe do jovem, Patrícia Pissurno, disse a reportagem que o caso de Luan foi classificado como ‘Prioridade Alta e de Urgência’, mas pacientes que foram admitidos depois já passaram por cirurgia, inclusive com alta médica. 

“Não somos especialistas da área médica, mas sabemos que depois de quase 10 dias nessa espera, o organismo mesmo vai se curando”, opinou. A preocupação é que a fratura deixe sequelas devido à espera. “Se curar do jeito que está, acreditamos que pode trazer uma complicação futura, por se tratar do punho direito, já que ele é destro”.

Luan se envolveu em um acidente de trânsito no dia 6 de dezembro. Ele pilotava uma Honda CG 160 Fan quando foi atingido por um veículo Lifan 530, durante uma conversão proibida, na Avenida Tamandaré. 

Segundo relato inicial de ocupantes do carro, o veículo trafegava pela Tamandaré quando tentou realizar uma conversão. Nesse momento, atingiu a moto ocupada por dois rapazes, um deles sendo Luan, que seguiram no mesmo sentido – norte-sul, em direção à Avenida Júlio de Castilho. A manobra, além de arriscada, ocorreu em trecho de faixa contínua, onde a conversão é proibida.

Com o impacto, os motociclistas foram arremessados para a área de mata ao lado da pista. O condutor do veículo estava alcoolizado e não possuía carteira de habilitação. 

Além da dor constante, a mãe relata que Luan tem crises de ansiedade constantes. “Ele fica abalado, pois a expectativa diária é frustrada sempre quando entra e sai de jejum diariamente. Se houver sequelas, além de todo o trauma e complicações do acidente, ainda carregará essa complicação para a vida”. 

Para ela, a situação da saúde é de verdadeiro caos. “São várias pessoas em espera, enfermagem sem salário há dois meses, sem o décimo terceiro, médico sem salário há seis meses… Entramos com manifestação no Ministério Público e Defensoria, mas estão em recesso até o dia 7 de janeiro. Então, estamos sem perspectivas para a cirurgia”.

Devido às paralisações realizadas pelos enfermeiros e outros profissionais, o horário de visitas sofreu alteração. Segundo postagem nas redes sociais do hospital, apenas um familiar de cada paciente pode entrar no leito; cada paciente terá direito a uma única visita diária, realizada no período da manhã, às 11h. “Está cada vez pior”. 

A reportagem entrou em contato com a Santa Casa para apurar a situação das cirurgias ortopédicas e aguarda retorno. 

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