segunda-feira, novembro 2, 2026

Protestos no Irã expandem tensões com Donald Trump

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Protestos contra a crise econômica no Irã ganharam força nos últimos dias e passaram a gerar tensão política após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e uma reação direta de autoridades iranianas. As manifestações começaram de forma localizada e se espalharam pelo país, levantando alertas sobre uma possível escalada diplomática entre Washington e Teerã.

Nesta sexta-feira (2), Trump afirmou que os EUA estão “prontos para agir” caso o governo iraniano utilize violência letal contra manifestantes. A declaração ocorreu após a confirmação da morte de sete pessoas durante os protestos, considerados os maiores registrados no país nos últimos três anos.

A fala foi respondida pelo chefe do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que bases e tropas norte-americanas no Oriente Médio seriam “alvos legítimos” de ataques do Irã caso Trump intervenha na reação do governo às manifestações. “O desrespeitoso presidente americano deve saber que, com essa admissão oficial, todos os centros e forças americanas em toda a região serão nossos alvos legítimos em resposta a qualquer possível aventura”, escreveu.

Mohammad Bagher Ghalibaf (Foto: Divulgação/ khamenei.ir)

Após a ameaça de Trump, o governo do Irã afirmou que qualquer intervenção dos Estados Unidos representa uma “linha vermelha”.

Comerciantes começam protestos contra a crise econômica

Os protestos começaram no final do ano passado, no domingo (28/12), quando comerciantes passaram a criticar a condução da economia, especialmente a desvalorização da moeda local e o aumento dos preços. Na segunda-feira (29/12), centenas de pessoas foram às ruas contra a crise econômica e o alto custo de vida. Em Teerã, lojistas fecharam lojas em adesão aos atos, que se espalharam para outras regiões com apoio de estudantes.

Diante da pressão, o governo do presidente Masoud Pezeshkian informou que abriu um canal de diálogo com representantes da sociedade. “Reconhecemos oficialmente os protestos. Ouvimos essas vozes e sabemos que isso tem origem na pressão natural provocada pelas dificuldades no sustento da população”, afirmou a porta-voz do governo.

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