A primeira aparição pública de Flávio Bolsonaro após deixar o Brasil foi em um culto evangélico. O senador foi visto no último domingo (1º) no Celeiro Flórida Casa de Oração, acompanhado da mulher, Fernanda, do irmão Eduardo Bolsonaro e da cunhada Heloísa.
A saída do país ocorreu dias depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse os passaportes à Polícia Federal e proibir sua saída do território nacional. O senador viajou antes do cumprimento da medida. A PF cancelou os documentos na terça-feira (27).
As medidas cautelares foram impostas na segunda-feira (26), um dia após a derrota de Flávio nas eleições presidenciais para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além da entrega dos passaportes e da proibição de sair do país, Moraes também vetou o contato do senador com o advogado Willer Tomaz. Flávio nega irregularidades e classifica as restrições como tentativa de intimidação.
O senador ainda é alvo de outra investigação no STF que apura suspeitas de irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a carreira do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. Os recursos teriam sido negociados com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Com o mandato de senador chegando ao fim em janeiro de 2027, Flávio ficará sem cargo eletivo pela primeira vez em 24 anos. A perda das prerrogativas parlamentares o deixará mais exposto aos desdobramentos das ações no STF e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que podem resultar em condenação penal ou inelegibilidade.

