quinta-feira, novembro 5, 2026

Asfalto inacabado gera lama e transtornos no bairro Ramez Tebet em Campo Grande

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Moradores do bairro Ramez Tebet, em Campo Grande, denunciam falhas na execução de obras de pavimentação asfáltica que vêm causando transtornos, principalmente em dias de chuva. Segundo relatos, a linha do ônibus foi asfaltada, mas um trecho central do cruzamento ficou sem pavimento, formando um “quadrado” de terra no meio da via.

Com as chuvas, o local se transforma em um lamaçal. A terra é espalhada pelos veículos que passam pelo trecho sem asfalto, atingindo ruas adjacentes e causando sujeira, risco de acidentes e infiltração de barro sob o pavimento recém-aplicado, o que pode comprometer a durabilidade da obra.

Moradores afirmam que a situação se agrava na rua Fidelis Bucker, apontada como a pior via do bairro. De acordo com a denúncia, a rua chegou a receber intervenções iniciais, mas a finalização não foi realizada após o remanejamento dos recursos destinados à obra.

Áudios atribuídos a um engenheiro da prefeitura, que pediu para não ser identificado, indicam que a paralisação ocorre por falta de repasses financeiros. Em uma das mensagens, ele relata que a obra da etapa A da rua Fidelis Bucker já estava paralisada desde antes de sua entrada no projeto, devido a uma dívida de aproximadamente R$ 1,1 milhão com a empresa responsável.

Segundo o engenheiro, em agosto houve um repasse federal de cerca de R$ 1,4 milhão, mas após o pagamento dos débitos restaram apenas R$ 300 mil, utilizados para concluir a drenagem, executar poços de visita e realizar uma regularização parcial do trecho.

Ainda conforme o relato, após as chuvas, o local ficou em condições consideradas péssimas, sem possibilidade de avançar para a etapa de terraplenagem, já que os recursos se esgotaram. O engenheiro afirma que a empresa responsável informou que deve desmobilizar os equipamentos e solicitar nova paralisação da obra por falta de previsão de novos repasses, que eram esperados para outubro, mas não ocorreram até meados de novembro.

Nos áudios, o engenheiro também menciona que a situação não se restringe ao Ramez Tebet, afetando tanto a etapa B do bairro, que conta com cerca de R$ 150 mil disponíveis, quanto obras no Lajeado e no Parque do Sol. Segundo ele, todas as obras vinculadas a recursos da Caixa Econômica Federal estariam “bem seguradas”, sem previsão de novos repasses.

A população cobra esclarecimentos e providências do poder público diante dos transtornos causados pela interrupção das obras.

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