A inflação medida pelo IPCA encerrou 2025 em 4,26%, permanecendo abaixo do limite máximo estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o período. O resultado consolida um desempenho melhor do que o esperado pelo mercado e marca a segunda vez nos últimos cinco anos em que o indicador permanece dentro da faixa de tolerância da política monetária.
O dado foi confirmado após a divulgação do índice de dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou variação de 0,33% no último mês do ano. Com isso, o acumulado de 2025 ficou abaixo do teto de 4,5% permitido pela meta de inflação, atualmente fixada em 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O desempenho também representa o melhor resultado anual desde 2018, quando a inflação oficial havia fechado em 3,75%. Nos anos seguintes, o IPCA se manteve acima da meta central e, em alguns casos, próximo ou acima do limite máximo tolerado.
Em 2023, por exemplo, o índice encerrou o ano em 4,62%. Embora acima da meta definida naquele período, que era de 3,25%, o resultado ainda se manteve dentro do intervalo permitido pela política de metas.
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Outro ponto destacado é que o número final de 2025 ficou levemente abaixo das projeções do mercado financeiro, que indicavam uma inflação entre 4,3% e 4,4% para o ano.
O fechamento do IPCA dentro do teto da meta reforça a percepção de maior controle inflacionário e oferece um sinal positivo para a condução da política econômica, especialmente no que diz respeito às expectativas de juros, consumo e investimento ao longo de 2026.


