A paralisação dos servidores da Santa Casa de Campo Grande ganhou corpo nesta sexta-feira (9). A técnica de enfermagem, Meiriellen Silva, de 30 anos, afirmou que o movimento é uma forma de cobrar um direito básico: receber pelo trabalho prestado.
“Estamos aqui mostrando nossa indignação, porque ninguém trabalha de graça. A gente chega todo dia no horário, bate o ponto, e se atrasa um minuto, é advertido. Então estamos aqui para cobrar o nosso direito”, desabafou. “Eles tentaram fazer uma promessa para calar a gente, para tentar parar a mobilização. Mas mais uma vez estamos aqui, mostrando nosso repúdio”, afirmou.
Meiriellen também relatou as dificuldades enfrentadas fora do ambiente de trabalho. Segundo ela, as contas continuam chegando, enquanto o salário não é depositado. “A gente passa a noite inteira acordada aqui, trabalha em plantão, dá o melhor de si. Escolhemos essa profissão acreditando que iríamos receber pelo nosso trabalho, mas infelizmente isso não está acontecendo”, disse.
Segundo Meiriellen, os salários costumavam ser pagos no dia 10 de cada mês, mas, neste mês, os trabalhadores ainda não receberam o valor referente a dezembro, que já está vencido há dois dias, ultrapassando o quinto dia útil. Ela destacou que o atraso do salário é uma situação distinta do décimo terceiro, que também preocupa os servidores.
A técnica ainda ressaltou o impacto emocional da situação. “É humilhante ter que passar por isso para receber o que é nosso. A gente se dedica, bate o ponto certinho, não falta. No fim do ano, deixamos nossas famílias para cuidar de quem estava doente. E agora, mais uma vez, temos que nos humilhar pelo 13º e pelo salário”, concluiu.
A paralisação segue por tempo indeterminado e, segundo os trabalhadores, só será encerrada quando os salários forem depositados em conta.
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