sábado, setembro 12, 2026

MPMS aponta irregularidades e pede anulação de processo seletivo em Cassilândia

Date:

Share

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) expediu recomendação formal à prefeitura de Cassilândia para que seja anulado imediatamente o edital de processo seletivo simplificado destinado à contratação temporária de professores e assistentes de apoio educacional. 

O certame é alvo de questionamentos por apresentar irregularidades que, segundo a Promotoria de Justiça, comprometem a transparência, a impessoalidade e a competitividade.

De acordo com o levantamento do MPMS, foi constatada falha grave no cronograma de publicidade do edital. Embora o planejamento previsse a publicação em 30 de dezembro de 2025, o documento só foi oficialmente divulgado no Diário Municipal em 5 de janeiro de 2026. 

O atraso inviabilizou o período para apresentação de impugnações e resultou em um prazo de apenas três dias para inscrições, o que restringiu o acesso de possíveis candidatos.

A Promotoria também apontou que o edital não informa o número de vagas disponíveis nem os salários oferecidos, considerados elementos essenciais para qualquer processo seletivo ou concurso público.

Outro ponto central da recomendação diz respeito ao descumprimento de decisão judicial. O Município de Cassilândia está obrigado a cumprir sentença proferida em 2012, nos autos nº 0802540-40.2012.8.12.0007, que exige autorização prévia do Juízo para a realização de contratações temporárias. 

Segundo o MPMS, esse requisito não foi observado pela administração municipal ao lançar o novo processo seletivo. O Ministério Público reforça que a contratação por tempo determinado somente é admitida em situações de excepcional interesse público, devidamente justificadas por motivação técnica fundamentada, o que não foi apresentado pela prefeitura.

Diante dos fatos, o MPMS recomendou a anulação de todos os atos decorrentes do edital e orientou o Município a se abster de realizar novas seleções que desrespeitem a Lei Municipal nº 1.241/2002 e a Constituição Federal.

A prefeitura de Cassilândia tem o prazo de cinco dias úteis para informar se acatará a recomendação. Caso as orientações sejam ignoradas, o Ministério Público poderá adotar as medidas judiciais cabíveis para assegurar a probidade administrativa e a igualdade de oportunidades no acesso ao serviço público.

JD1 No Celular

Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.

Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 no iOS ou Android.

Share
Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanha

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Barra Redes Sociais
78,200FansLike

Artigos relacionados

Qual é a situação do Horto Florestal da promessa de revitalização à parceria com o Sesc? (vídeo)

O Parque Florestal Antônio de Albuquerque, conhecido como Horto Florestal de Campo Grande, passa atualmente por reformas que...

Mulher é presa após ameaçar clientes, xingar policiais e resistir a abordagem no Nova Lima

Uma mulher de 42 anos foi presa na manhã deste sábado (12) após, segundo a Polícia Militar, ameaçar...

Clínica é interditada após fiscais acharem material usado no lixo comum em Cuiabá

Uma clínica de estética que funcionava de forma irregular no bairro Jardim Itália, em Cuiabá, foi...

Árvore cai em avenida e moradores cortam 'túnel' para passagem na Mata da Jacinto (vídeo)

Moradores do bairro Mata do Jacinto se mobilizaram nesta sexta-feira (11) para desobstruir a passagem da Avenida Alberto...