segunda-feira, setembro 28, 2026

Taiwan diz que laços com EUA são “sólidos como rocha” após chamada Trump-Xi

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Em declarações à agência de notícias taiwanesa CNA, William Lai Ching-te destacou que Taipé e Washington mantêm “excelentes canais de comunicação” e ressaltou que os Estados Unidos “não alteraram” sua estratégia de se aliar a países parceiros e aliados para “salvaguardar a paz e a estabilidade no Indo-Pacífico”.

Durante a conversa realizada na noite de quarta-feira, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou ao homólogo norte-americano que a questão de Taiwan constitui “o assunto mais importante” nas relações sino-americanas, pedindo a Washington que “aja com prudência” nas vendas de armamentos à ilha, que é governada de forma autônoma.

O chefe de Estado chinês reiterou ainda que Taiwan é “território chinês” e que Pequim “deve salvaguardar sua soberania e integridade territorial”, razão pela qual “jamais permitirá” que a ilha “se separe”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, limitou-se a afirmar que compreende a posição da China em relação à questão de Taiwan, segundo a transcrição da conversa divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores chinês.

William Lai reiterou que a República da China (nome oficial de Taiwan) e a República Popular da China “não estão subordinadas uma à outra” e insistiu que Taiwan “não faz parte” da China continental — um fato que, segundo ele, “não se alterou” após o telefonema entre Trump e Xi.

O líder taiwanês acrescentou ainda que Washington “mantém inalterados” seus compromissos com Taipé no âmbito da Lei das Relações com Taiwan e das chamadas Seis Garantias, que preveem apoio à ilha, incluindo o fornecimento de meios para sua autodefesa.

Taiwan é autogovernada desde 1949, sob a denominação oficial de República da China, contando com Forças Armadas próprias e um sistema político, econômico e social distinto do da República Popular da China. A ilha é amplamente reconhecida como uma das democracias mais consolidadas da Ásia.

Pequim, no entanto, considera Taiwan uma “parte inalienável” de seu território e, nos últimos anos, intensificou sua campanha de pressão para alcançar o que define como “reunificação nacional”, um dos pilares do objetivo estratégico de Xi Jinping de promover o “rejuvenescimento” da nação chinesa.

Os Estados Unidos estão no centro das disputas entre os dois lados do Estreito de Taiwan há mais de sete décadas, sendo o principal fornecedor de armamentos a Taipé. Embora Washington não mantenha relações diplomáticas formais com a ilha, pode vir a defendê-la em caso de conflito com Pequim.

Leia Também: Justiça condena homem que tentou matar Trump à prisão perpétua nos EUA

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