quarta-feira, novembro 4, 2026

Conflito entre EUA, Israel e Irã deixa 555 mortos e se espalha pelo Oriente

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Autoridades do Crescente Vermelho do Irã informaram que pelo menos 131 cidades iranianas foram atingidas desde o início dos ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, no sábado (28). O número de mortos divulgado chega a 555 pessoas, embora não haja confirmação independente para todos os episódios.

Entre os ataques mais graves relatados está um bombardeio em Minab, no sul do país, que teria atingido uma escola feminina e causado 153 mortes, segundo o governo iraniano. As Forças Armadas israelenses afirmaram não ter informações sobre operações militares nessa localidade. A BBC analisou vídeos que mostram fumaça saindo de um prédio e aglomeração de pessoas no entorno, mas destacou não ser possível confirmar o número de vítimas.

Em declarações à imprensa norte-americana, o presidente Donald Trump afirmou que dezenas de integrantes do alto escalão iraniano teriam sido mortos. Já a mídia estatal do Irã confirmou a morte de lideranças militares durante uma reunião, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, o conselheiro de Defesa Ali Shamkhani, o ministro Aziz Nasirzadeh e o chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi.

Foto: Reprodução X

A crise ganhou contornos ainda mais amplos nesta segunda-feira (2), quando a China anunciou a morte de um cidadão chinês no Irã e confirmou a evacuação de cerca de 3 mil pessoas nos últimos dias. Paralelamente, a entrada do Hezbollah no conflito elevou o nível de tensão regional, com Israel intensificando ataques ao Líbano e reforçando a segurança na fronteira norte.

Outros países também foram afetados. O Kuwait relatou ataques atribuídos ao Irã, uma refinaria na Arábia Saudita foi fechada após incêndio provocado por ofensiva, e uma base britânica no Mediterrâneo teria sido atingida por um drone iraniano.

Conflito no Oriente Médio

Segundo autoridades norte-americanas e israelenses, a ofensiva teria como objetivo pressionar a queda do regime iraniano, diante do impasse nas negociações sobre o programa nuclear do país. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, sustenta que Teerã avançou além dos limites aceitáveis, enquanto o governo iraniano classifica os ataques como uma agressão direta à soberania nacional.

A escalada da violência reacende alertas internacionais sobre o risco de um conflito regional de grandes proporções, com impactos diretos na segurança global, no mercado de energia e na estabilidade diplomática do Oriente Médio.

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