terça-feira, novembro 3, 2026

Patrimônio Unesco, Palácio de Golestan em Teerã é danificado em ataque

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A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) emitiu comunicando manifestando preocupação com os danos causados ao Palácio de Golestan, considerado Patrimônio Mundial, que teria sido danificado após um ataque aéreo à Praça Arag, em Teerã, capital do Irã.

A organização informou que monitora a situação do patrimônio cultural no país e em toda a região e comunicou às partes envolvidas nos ataques as coordenadas geográficas dos locais inscritos na Lista do Patrimônio Mundial “a fim de evitar qualquer dano potencial”.

“A Unesco recorda que os bens culturais são protegidos pelo direito internacional, especialmente pela Convenção de Haia de 1954 para a Proteção de Bens Culturais em Caso de Conflito Armado, incluindo seu mecanismo de proteção reforçada”, destacou o comunicado. 

Um dos mais antigos dos monumentos históricos de Teerã, o suntuoso Palácio de Golestan é considerado uma obra-prima da era do Império Cajar. Ao longo do tempo, integrou antigas tradições persas de artesanato e arquitetura com influências ocidentais. Foi a sede do governo da família Cajar, que chegou ao poder em 1779 e fez de Teerã a capital do país.

Um dos mais antigos dos monumentos históricos de Teerã, o suntuoso Palácio de Golestan. Foto: REUTERS/Proibido reprodução

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Entenda o conflito

Pela segunda vez em oito meses, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa. A ofensiva mais recente teve início no último sábado (28), quando EUA e Israel bombardearam a capital Teerã. 

Foram confirmadas mortes de autoridades do país persa, como o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.

O Irã, por sua vez, disparou mísseis contra países árabes do Golfo com presença militar dos Estados Unidos, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. 

Ainda no primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo firmado em 2015, sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa nuclear iraniano. Israel e EUA sempre acusaram Teerã de buscar armas nucleares.

Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e se colocavam à disposição para inspeções internacionais. 

Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional do seu programa nuclear. 

Ao assumir seu segundo mandato em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e do apoio a grupos de resistência a Israel como o Hamas, na Palestina, e Hezbollah, no Líbano.

FONTE: AGENCIA BRASIL

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