A Escola Municipal Indígena Tengatui Marangatu, na Aldeira Jaguapiru, Reserva Indígena do município de Doourados, passou a funcionar como um hospital de campanha para o enfrentamento à chikungunya. A estrutura foi montada na quadra da unidade, e inicou os atendimentos na terça-feira (17), após o rápido avanço da doença.
No primeiro dia, cerca de 80 pessoas foram atendidas; já nesta quarta-feira (18), a chuva atrapalhou os atendimentos, mas equipes de saúde realizaram a busca ativa em residências, onde há relatos de famílias inteiras com sintomas como dores no corpo, articulações e naúseas, segundo o portal Dourados Informa.
O hospital de campanha foi implantado por equipes da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), em parceria com o HU-UFGD (Hospital Universitário da UFGD). Para reforçar o atendimento, profissionais de Campo Grande e Caarapó também foram mobilizados.
A estrutura conta com equipe multiprofissional, incluindo médico, enfermeiro, técnicos de enfermagem, farmacêutico, fisioterapeuta e psicólogo. Os atendimentos ocorrem das 7h às 19h, mas podem se estender enquanto houver pacientes. Casos mais graves estão sendo encaminhados para o Hospital da Missão Evangélica Caiuá, enquanto gestantes e crianças seguem para o HU-UFGD.
A alta incidência da chikungunya impacta diretamente a rotina escolar. Nesta quarta-feira, não houve aulas nas escolas municipais e estaduais da aldeia Jaguapiru. Na própria escola Tengatui, cerca de 30 servidores, entre professores e administrativos, apresentam sintomas da doença.
Segundo o boletim epidemiológico mais recente, a Reserva Indígena já registra 407 casos notificados, 202 confirmados, 181 em investigação, 24 descartados e 4 mortes. As vítimas são todas da aldeia Jaguapiru, sendo uma mulher de 69 anos, um homem de 73 anos, um bebê de 3 meses e mulher de 60 anos. Na área urbana de Dourados, são 912 notificações, com 379 casos confirmados, mas sem registros de óbitos.


