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Viúva relata dor e dificuldades após morte de motorista em acidente na BR-262: ‘o que vou fazer?’

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A morte de Leonardo Campanalli Tolomeotti n o dia 7 de março , vítima de um acidente na BR-262, em Corumbá, trouxe consequências profundas para a família, que desde então enfrenta dificuldades financeiras e emocionais. 

Leonardo trabalhava há cerca de oito anos realizando transporte de passageiros entre Campo Grande e Corumbá, atividade conhecida como “carona amiga”. Ele fazia o trajeto diariamente e já tinha experiência na estrada, sendo considerado um dos motoristas mais antigos na função. No momento do acidente, levava duas passageiras, que também morreram na colisão.

De acordo com relatos da esposa, Regiane Tolomeotti, o veículo conduzido por Leonardo foi atingido por uma carreta que teria invadido a pista. Informações de rastreamento indicariam que o carro estava em velocidade compatível com a via no momento do impacto. 

A situação ganhou ainda mais repercussão entre familiares devido à conduta do motorista envolvido. Conforme relatado, ele não teria prestado socorro imediato às vítimas, apresentando-se às autoridades apenas depois do acidente. Apesar disso, não permaneceu preso, o que gerou revolta na família.

Além da dor pela perda, a família enfrenta um cenário de instabilidade. Leonardo era o responsável pelo sustento da casa, onde vivia com a esposa e dois filhos menores – uma menina de 12 anos e um menino de 13 anos, que dependem de seus cuidados. Sem a renda, as contas se acumularam e a situação financeira se agravou rapidamente.

Atualmente, a família está com o aluguel atrasado há cerca de três meses e depende de ajuda de terceiros para suprir necessidades básicas, como alimentação e pagamento de contas.

A rotina também foi impactada pelo estado emocional dos filhos, que enfrentam dificuldades após a perda do pai. O que tem dificultado ainda mais a possibilidade de a mãe retornar ao mercado de trabalho são as necessidades de acompanhamento do filho mais velho.

O proprietário do imóvel concedeu um prazo limitado para regularização da dívida, o que aumenta o risco de despejo. “Ele falou que vai me esperar mais um mês, senão eu vou ter que desocupar a casa, porque como que eu vou fazer?”.

Atualmente, Regiane está sendo ajudada por amigos e familiares neste momento de lidar com a perda e dificuldades.

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