quinta-feira, novembro 5, 2026

Professor é suspeito de abusar de criança autista em escola de Campo Grande

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Um professor de educação física, que atua em uma Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) de Campo Grande, foi denunciado por supostamente molestar um menino autista de 5 anos. A denúncia foi feita pela mãe do pequeno na Depca (Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente).

Conforme o boletim de ocorrência, registrado na sexta-feira (20), a genitora da criança contou que os fatos foram relatados pelo pequeno durante a hora de dormir da noite anterior.

Ele falou para a mãe que o professor teria passado a mão em seu ‘bumbum por dentro da cueca’, mostrando como tudo teria acontecido. Ainda em seu relato, o caso teria acontecido dentro da sala, enquanto as outras crianças brincavam no parquinho da escola.

Preocupada, a mulher aproveitou que o menino tinha terapia e fonoaudióloga na sexta e pediu que as profissionais conversassem com o pequeno. Situação em que ele afirmou novamente o que teria acontecido, motivando assim o registro policial de estupro de vulnerável.

Para o TopMídiaNews, a mãe explicou que ele tem um grau 1 de autismo, por isso não é de conversar com estranhos ou falar coisas que não aconteçam no seu dia a dia. Fora isso, tem atraso de fala.

“Ele não fala direito. Por isso a minha preocupação, porque, para ele falar sobre, precisa ter acontecido algo. Cheguei a ir à escola, mas o diretor não estava lá, então acabou sendo feita apenas a ata com as coordenadoras”, detalhou a mulher.

Além disso, ela lembrou a da situação de abandono do filho na unidade escolar, já que não tem uma assistente que o atenda. “Não tenho professor de apoio na escola e isso já é uma tristeza. Eles estão sozinhos e ficam desesperados sem ajuda. Ficando ‘a Deus dará’, sem assistência. Até semana passada, tinha uma pessoa que estava ajudando a cuidar das crianças atípicas, mas ela pediu para sair”, afirmou.

Extremamente abalada com a situação, ela está pensando em não levar o pequeno à escola. A mãe da vítima chegou a entrar com um pedido na Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, solicitando acompanhamento para o filho, mas até o momento não teve uma resposta positiva.

 O caso será investigado pelas autoridades policiais.

A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande e a Semed (Secretaria Municipal de Educação) para falar sobre o caso, mas, até a publicação desta matéria, não teve resposta. O espaço segue aberto para manifestações futuras.

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