segunda-feira, setembro 21, 2026

Países do Golfo pressionam ONU por ação diante do bloqueio no Ormuz

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Ó Conselho de Cooperação do Golfo pediu à ONU que autorize o uso da força para liberar o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã.

“O Irã fechou o Estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir que alguns transitem”, afirmou o secretário-geral do GCC, Jassem Al-Budaiwi, nesta quinta-feira, em Nova York.

“Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma suas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger as rotas marítimas e garantir a segurança da navegação internacional”, acrescentou.

A declaração ocorre enquanto o Conselho de Segurança debate uma resolução sobre a crise na região. A proposta, apresentada pelo Bahrein, prevê a autorização do uso da força para desobstruir o estreito, iniciativa apoiada pelos Estados Unidos, mas que enfrenta resistência de outros membros.

Após diversas revisões, a versão mais recente do texto busca um consenso para convencer países como França, Rússia e China, que têm poder de veto.

O presidente francês, Emmanuel Macron, demonstrou ceticismo em relação a uma intervenção militar. Já o embaixador chinês, Fu Cong, fez críticas diretas à proposta. “No contexto atual, autorizar os Estados-membros a usar a força equivaleria a legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força, o que levaria inevitavelmente a uma escalada ainda maior”, afirmou.

A Rússia, aliada de longa data de Teerã, também classificou o texto como tendencioso.

Durante reunião do Conselho de Segurança, o chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, reforçou o objetivo da proposta. “O objetivo é proteger uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio e a segurança”, disse, expressando esperança de aprovação unânime.

O Estreito de Ormuz é uma das principais vias de escoamento de petróleo do mundo. O bloqueio ocorreu após a escalada do conflito no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã.

Em resposta, Teerã fechou a passagem marítima e passou a realizar ataques contra alvos israelenses e interesses americanos na região, incluindo bases e infraestruturas em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Jordânia e Iraque.

A crise já impacta diretamente a economia global, com alta nos preços do petróleo e de outras commodities.

Incêndios em unidade estratégica ocorrem em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Autoridades confirmam ausência de feridos, enquanto região enfrenta novos ataques e impactos no mercado global de petróleo

| 04:00 – 03/04/2026

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