A maioria dos deputados e senadores de Mato Grosso do Sul votou contra o veto do presidente Lula (PT) ao PL da Dosimetria, projeto de lei aprovado no fim do ano passado pelo Legislativo para reduzir penas de condenados pela invasão aos prédios dos poderes no 8 de Janeiro, que também beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Dos 11 representantes de Mato Grosso do Sul, seis votaram contra, quatro favoráveis e um não participou da votação.
O deputado federal Dagoberto Nogueira, que trocou o PSDB pelo Partido Progressista (PP), não participou da votação. O deputado era do PDT, partido de esquerda, se filiou ao PSDB, mas votou com o governo Lula em quase todos os projetos no Congresso.
Votaram contra o veto e favoráreis a Bolsonaro e condenados: Tereza Cristina (PP), Nelsinho Trad (PSD), Beto Pereira (Republicanos), Rodolfo Nogueira (PL), Luiz Ovando (PP) e Marcos Pollon (PL).
Votaram favoráveis ao veto de Lula: Vander Loubet (PT), Geraldo Resende (União), Camila Jara (PT) e Soraya Thronicke (PSB).
O veto foi rejeitado com os votos de 318 deputados e 49 senadores. Para derrubada, eram necessários ao 257 votos de deputados e 41 votos de senadores.
O projeto pode beneficiar mais de 190 condenados, incluindo Bolsonaro, que pegou 27 anos e três meses por tentativa de golpe. Pela regra atual, ele só deixaria a prisão fechada em 2033. Com a nova regra, pode deixar o regime fechado, independentemente da condição de saúde, em menos de quatro anos.
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