Cesta básica encareceu 2,6% no mês de abril, em Campo Grande, se comparado ao mês de março deste ano, segundo o Dieese. A batata Inglesa foi a que ficou mais cara, com alta de 19,57%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12).
Conforme o Departamento, o preço médio do kit de alimentos ficou em R$ 826,89 no mês passado. Em 12 meses, o preço acumulou alta de 2,71%. Na variação acumulada ao longo do ano, houve acréscimo de 6,57% no valor.
Ainda segundo o Dieese, entre março e abril, 10 dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: batata (19,57%), tomate (11,89%), leite integral (8,78%); óleo de soja (3,64%), feijão carioca (3,14%), arroz agulhinha (3,02%), manteiga (1,98%), carne bovina de primeira (1,32%), café em pó (0,80%) e pão francês (0,50%). Os outros três produtos apresentaram queda de preço: açúcar cristal (-3,88%), banana (-3,07%) e farinha de trigo (-0,90%).
12 meses
Foi dito também que, no acumulado dos últimos 12 meses, houve elevações de valores em sete dos 13 componentes: feijão carioca (34,50%), carne bovina de primeira (8,42%), pão francês, (6,18%); óleo de soja (3,79%); café em pó (2,26%); leite integral (1,68%) e batata (0,20%).
Quedas
Tiveram redução de preço o arroz agulhinha (-27,69%), açúcar cristal (-22,03%), tomate (-14,86%), farinha de trigo (-1,79%), manteiga (-1,32%) e banana (-0,33%).
Nos quatro primeiros meses deste ano, sete produtos tiveram o preço aumentado:
Tomate (58,72%), feijão carioca (35,69%), batata (22,79%), leite integral (5,57%), carne bovina de primeira (3,93%), arroz agulhinha (2,50%) e manteiga (1,06%). O preço de pão francês manteve-se estável. Já Os seguintes produtos apresentaram queda de preço no período citado: açúcar cristal (-9,55%), óleo de soja (-7,85%), farinha de trigo (-4,97%), banana (-4,54%) e café em pó (-4,04%).
Sacrifício
Em abril de 2026, o campo-grandense – quesalário mínimo de R$ 1.621,00 – precisou trabalhar 112 horas e 13 minutos para adquirir a cesta. Em março de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 109 horas e 23 minutos. Em abril de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário era de 116 horas e 41 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em abril de 2026, 55,15% da renda para adquirir a cesta. Em março de 2026, esse percentual correspondeu a 53,75% da renda líquida e, em abril de 2025, a 57,34%.

