Está quase selado o contrato entre Prefeitura de Campo Grande e a Titanium Construções e Pavimentação LTDA para drenagem e pavimentação de vias no Jardim Centenário. A etapa final para o fechamento do contrato se dá meses após outra empreiteira abandonar o projeto, depois de concluir só duas ruas.
O detalhe é que o preço a ser pago à empresa – R$ 5.319.414,43 – é menor que os R$ 6,8 milhões anunciados aos moradores – quando do primeiro projeto – e menor ainda ante os R$ 5,8 milhões, igualmente divulgados na placa da intervenção.
Obra
Conforme noticiou o TopMídiaNews, foi em 15 de abril que a prefeitura abriu licitação para o serviço. Segundo o Diário Oficial desta terça-feira (12), a obra tem dois eixos: drenagem de águas pluviais, com implantação de galerias, bocas de lobo, tubulações e estruturas para escoamento da chuva, reduzindo alagamentos. Outra é a aplicação do asfalto nas vias contempladas pelo projeto, incluindo preparação do solo, terraplanagem, meio-fio e capa asfáltica.
Apesar da divulgação, o Diário omite as ruas que receberão o pavimento e a quantidade de drenagem. Um dos itens mais importantes, o prazo de execução, igualmente não foi divulgado.
Obra foi abandonada por empresa, dizem moradores (Foto: Repórter Top)
Abandono
Em 11 de abril, a reportagem do site trouxe que moradores do Jardim Centenário, em Campo Grande, cobravam da prefeitura a retomada da pavimentação no bairro, já que os trabalhos pararam após a execução de apenas duas ruas – com material de baixa qualidade -, segundo relatos.
De acordo com o depoimento da advogada Talita Souza, que participou dos movimentos organizados pela comunidade, a empresa responsável abandonou o serviço ainda na fase inicial. “A empresa abandonou a obra após executar apenas duas ruas, e ainda assim, com baixa qualidade”, afirmou.
Os moradores afirmam terem buscado diálogo com o Executivo municipal, mas sem sucesso. “Alguns moradores foram até a prefeitura, mas a prefeita não quis recebê-los e os encaminhou à Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) para falar com Marcelo Miglioli”, disse Talita. Segundo ela, após diversas tentativas de contato com a Sisep, não houve mais retorno. “Na última vez, ele não deu mais nenhum prazo”, completou.

