domingo, setembro 13, 2026

STF acabou com aposentadoria como punição a magistrados, mas desembargadores de MS ‘escapam’

Date:

Share

Decisão do STF acaba com a aposentadoria compulsória como punição máxima a magistrados condenados pelo Conselho Nacional de Justiça, anunciada nesta terça-feira (26), não afeta desembargadores de Mato Grosso do Sul que sofreram essa punição. 

Um advogado procurado pelo TopMídiaNews observou que a decisão – inicialmente dada pelo ministro do STF, Flávio Dino e referendada por membros da 1ª Turma do Supremo, ainda não foi publicada na íntegra. 

Dino justificou que, além das questões morais, a Emenda Constitucional n° 103 – relativa à reforma da previdência — deixou de prever o benefício. 

Dois desembargadores de MS tiveram condenação no Conselho e foram aposentados à força. São eles: Tânia Borges de Freitas e Divoncir Schreiner Maran. No entanto, eles não serão afetados.

”Não tem efeito retroativo”, garantiu o profissional do Direito. Ele detalhou que mudanças de grande impacto na vida funcional do servidor só têm efeito a partir do momento em que são oficializadas. 

Tânia Borges

Tânia Borges foi punida pelo CNJ em fevereiro de 2021. Ela foi acusada de usar o cargo de desembargadora do TJMS para agilizar o cumprimento de um habeas corpus que transferia o filho, Breno Borges, da prisão em Três Lagoas para uma clínica para dependentes químicos. 

Segundo o Conselho, Tania usou veículo descaracterizado do TJMS para transportar o jovem do presídio de Três Lagoas até uma clínica psiquiátrica. Também foi ao citado presídio na companhia de policiais civis para pressionar pela liberação e remoção do filho antes do envio do mandado judicial e do cumprimento dos trâmites previstos. 

Divoncir 

Desembargador do TJMS, Divoncir concedeu habeas corpus ao traficante Gerson Palermo, com uso de tornozeleira eletrônica, em 2020. O preso é um dos mais agressivos membros do PCC e promove o tráfico de drogas entre Brasil, Bolívia e Colômbia. 

Ainda segundo o site, a soltura se deu durante a pandemia de covid-19, quando a defesa alegou saúde frágil do traficante. O habeas corpus foi concedido mesmo sem laudo médico comprovando o alegado. Cinco horas após ser solto, Palermo rompeu o equipamento e fugiu. 

O caso gerou estranhamento no mundo jurídico. Anos depois, Divoncir foi preso após membros da quadrilha trocarem mensagens indicando a venda da sentença. Uma assessora do desembargador também teve mensagens interceptadas, que sugerem possível troca de dinheiro por liberdade. 

Share
Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanha

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Barra Redes Sociais
78,200FansLike

Artigos relacionados

Médica desvia de cachorro e derruba poste de energia em Maracaju (vídeo)

Uma médica sofreu um acidente na manhã deste sábado (12) após tentar desviar de um cachorro na Avenida...

PM morto com tiro no peito estava aposentado desde 2018 em Campo Grande

O subcomandante da 6ªCIPM e Tenente-Coronel da PM, que morreu ao ser baleado no peito durante a manhã...

+Milionária 389: veja as dezenas sorteadas do prêmio de R$ 93 milhões

O concurso 389 da +Milionária pode pagar até R$ 93 milhões. Os números foram revelados pela...