quinta-feira, setembro 24, 2026

Imprensa internacional repercute designação do PCC e CV como terroristas

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A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), nesta quinta-feira (28), repercutiu amplamente na imprensa internacional. A cobertura global concentrou-se nas consequências diplomáticas e eleitorais da decisão. O jornal norte-americano The New York Times destacou a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro na pressão sobre o governo republicano. “Após nova pressão dos Bolsonaros, EUA classificam gangues brasileiras como grupos terroristas”, afirmou o veículo. O jornal norte-americano afirmou que a decisão ocorreu “poucos dias depois de dois dos filhos do Sr. Bolsonaro (…) terem visitado o Sr. Trump na Casa Branca”. A publicação também avaliou que a medida pode ampliar tensões entre Brasília e Washington em um momento de aproximação entre os governos.

Flávio Bolsonaro e Donald Trump durante encontro na Casa Branca (Foto: Reprodução/ @FlavioBolsonaro)

O The Washington Post definiu PCC e CV como as “duas maiores quadrilhas de narcotráfico do Brasil”. O jornal observou que, embora Flávio Bolsonaro tenha defendido a classificação das facções, sua candidatura presidencial enfrenta dificuldades após a admissão de recebimento de recursos “de um banqueiro desonrado”.   Leia mais: Lula critica Flávio após decisão dos EUA sobre PCC e CV Leia mais: Governo Lula responde EUA após classificação do PCC e CV como terroristas Leia mais: EUA classificam PCC e Comando Vermelho como terroristas; entenda o que muda   A publicação também relembrou declarações de Lula contrárias à designação, classificando a iniciativa como uma possível interferência externa com potencial impacto eleitoral no Brasil. O britânico Financial Times afirmou que a classificação vinha sendo debatida havia meses pelo governo norte-americano, mas avaliou que o momento do anúncio favorece politicamente Flávio Bolsonaro. Segundo o jornal, a medida reforça o discurso de segurança pública adotado pelo senador e amplia sua associação com Trump durante a pré-campanha presidencial. O argentino La Nacion destacou a resistência do governo brasileiro à decisão norte-americana. Já a emissora France 24 relembrou que os Estados Unidos passaram “a designar gangues criminosas – como os cartéis de Sinaloa e Jalisco Nova Geração, no México, e o Tren de Aragua, na Venezuela – como terroristas quando Trump assumiu o cargo em janeiro de 2025”.

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