domingo, setembro 13, 2026

Mulher de 37 anos finge ter 12 e é adotada por família em Santa Catarina

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Um caso inusitado e surpreendente mobilizou a Polícia Civil de Santa Catarina. Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville após, segundo as investigações, se passar por uma adolescente de 12 anos e ser acolhida por uma família durante mais de um ano.

A suspeita, identificada como Estela de Jesus da Silva, é investigada pelos crimes de falsa identidade e estelionato. De acordo com a polícia, ela viveu por cerca de 14 meses com uma família da cidade que acreditava estar ajudando uma criança em situação de vulnerabilidade.

Segundo as investigações, a mulher procurou uma igreja evangélica da região em 2024 afirmando que havia fugido de casa após sofrer maus-tratos. Ela dizia não possuir documentos e alegava ter apenas 12 anos.

Para justificar a aparência incompatível com a idade informada, relatava ter autismo e outros problemas de saúde, além de afirmar que teria sido submetida a tratamentos hormonais durante a infância. A história sensibilizou membros da comunidade religiosa.

Uma família ligada à igreja decidiu acolhê-la em casa e passou a tratá-la como filha. Durante o período em que conviveu com os moradores, a mulher teria adotado comportamentos infantis para sustentar a farsa, incluindo o uso de chupeta, mamadeira e atitudes compatíveis com a idade que dizia ter.

A família chegou a organizar uma festa de aniversário de 12 anos para a suposta adolescente e estudava formalizar sua adoção.

Ainda segundo a Polícia Civil, a mulher evitava frequentar a escola. Quando o assunto era levantado, afirmava ter medo de ser encontrada pelos supostos familiares que a teriam agredido no passado.

A situação começou a mudar após uma denúncia feita por uma pessoa que desconfiou da identidade da suposta adolescente. A partir daí, investigadores realizaram diligências e descobriram que ela era adulta.

Durante o depoimento, a suspeita teria admitido ter mentido sobre a idade e a identidade. Conforme informações divulgadas pela polícia e por veículos de imprensa locais, ela possui antecedentes por casos semelhantes em outros estados brasileiros.

O delegado responsável pelo caso afirmou que a investigação busca esclarecer se houve obtenção de vantagens financeiras durante o período em que viveu com a família e se existem outras vítimas da mesma estratégia.

O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil de Santa Catarina.

Levantamento da CNT mostra que apenas 20% das rodovias brasileiras oferecem alto nível de proteção aos motoristas em caso de acidentes. Estradas sob concessão privada apresentam índices de segurança muito superiores aos registrados nas vias administradas pelo poder público

| 04:45 – 04/06/2026

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