A suspeita, identificada como Estela de Jesus da Silva, é investigada pelos crimes de falsa identidade e estelionato. De acordo com a polícia, ela viveu por cerca de 14 meses com uma família da cidade que acreditava estar ajudando uma criança em situação de vulnerabilidade.
Segundo as investigações, a mulher procurou uma igreja evangélica da região em 2024 afirmando que havia fugido de casa após sofrer maus-tratos. Ela dizia não possuir documentos e alegava ter apenas 12 anos.
Para justificar a aparência incompatível com a idade informada, relatava ter autismo e outros problemas de saúde, além de afirmar que teria sido submetida a tratamentos hormonais durante a infância. A história sensibilizou membros da comunidade religiosa.
Uma família ligada à igreja decidiu acolhê-la em casa e passou a tratá-la como filha. Durante o período em que conviveu com os moradores, a mulher teria adotado comportamentos infantis para sustentar a farsa, incluindo o uso de chupeta, mamadeira e atitudes compatíveis com a idade que dizia ter.
A família chegou a organizar uma festa de aniversário de 12 anos para a suposta adolescente e estudava formalizar sua adoção.
Ainda segundo a Polícia Civil, a mulher evitava frequentar a escola. Quando o assunto era levantado, afirmava ter medo de ser encontrada pelos supostos familiares que a teriam agredido no passado.
A situação começou a mudar após uma denúncia feita por uma pessoa que desconfiou da identidade da suposta adolescente. A partir daí, investigadores realizaram diligências e descobriram que ela era adulta.
Durante o depoimento, a suspeita teria admitido ter mentido sobre a idade e a identidade. Conforme informações divulgadas pela polícia e por veículos de imprensa locais, ela possui antecedentes por casos semelhantes em outros estados brasileiros.
O delegado responsável pelo caso afirmou que a investigação busca esclarecer se houve obtenção de vantagens financeiras durante o período em que viveu com a família e se existem outras vítimas da mesma estratégia.
O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil de Santa Catarina.

