A Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande recebeu, nesta terça-feira (9), mais uma etapa das ações do Projeto Padrão Segurança Máxima (PSM), iniciativa do Governo Federal voltada ao fortalecimento da segurança no sistema prisional. A operação contou com o uso de tecnologias de inteligência penal para identificar celulares clandestinos e possíveis estruturas subterrâneas na unidade. As ações continuam nesta quarta-feira (10).
As atividades foram realizadas pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen-MS).
Entre os equipamentos utilizados está o sistema conhecido como “Modo Avião”, capaz de detectar sinais de telefonia móvel em um raio de aproximadamente 50 a 100 metros. O aparelho é transportado em uma mochila operacional e auxilia no mapeamento de áreas onde podem existir celulares em funcionamento dentro do presídio, direcionando as ações de fiscalização e revista.
Outra tecnologia empregada foi o georradar, equipamento que permite analisar o subsolo sem necessidade de escavações. A ferramenta é utilizada para localizar possíveis túneis, galerias ou cavidades que possam representar riscos à segurança da unidade prisional.
Segundo a Senappen, as ações fazem parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que busca ampliar a capacidade do Estado de combater a atuação de facções criminosas dentro dos presídios. O objetivo é impedir que organizações utilizem os estabelecimentos penais para coordenar atividades ilícitas e manter comunicação com integrantes fora das unidades.
De acordo com o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, o investimento em tecnologia e inteligência fortalece o combate ao crime organizado.
“O enfrentamento ao crime organizado exige integração, inteligência e tecnologia. Quando reduzimos a capacidade de comunicação e articulação de organizações criminosas dentro dos presídios, ampliamos a proteção da população e contribuímos diretamente para uma sociedade mais segura”, afirmou.
O diretor-presidente da Agepen-MS, Rodrigo Rossi Maiorchini, destacou que a iniciativa também contribui para a qualificação dos policiais penais que atuam no sistema prisional sul-mato-grossense.
“A tecnologia potencializa o trabalho dos policiais penais. Além de ampliar a capacidade operacional, essas ações permitem que as equipes conheçam e aprendam a utilizar ferramentas modernas de inteligência e segurança penitenciária”, disse.
A Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande está entre as 138 unidades estratégicas selecionadas para receber investimentos do Projeto Padrão Segurança Máxima. Mato Grosso do Sul foi o primeiro estado do país a receber a implementação prática do eixo de capacitação e padronização operacional da iniciativa.
As atividades seguem ao longo da semana com a participação de equipes federais e estaduais. A proposta é aprimorar protocolos de segurança, ampliar o uso de tecnologias e fortalecer o controle do sistema prisional, reduzindo a influência de organizações criminosas dentro e fora dos presídios.

