sábado, outubro 31, 2026

Seu próximo carro poderá frear sozinho; entenda o que muda no Brasil em 2029

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O Brasil deu mais um passo rumo à modernização da indústria automotiva. Um projeto liderado pelo Senai Park, em Pernambuco, está no país um sensor radar que permitirá a fabricação nacional de sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS), tecnologia que será obrigatória em todos os carros novos produzidos ou comercializados no país a partir de janeiro de 2029.

O investimento previsto é de aproximadamente R$ 42 milhões ao longo dos próximos três anos e envolve universidades, institutos de pesquisa e montadoras. A iniciativa busca nacionalizar uma tecnologia que atualmente depende de componentes importados e está presente, em sua maioria, em veículos de categorias superiores.

Os sensores serão responsáveis por viabilizar recursos de segurança como a frenagem automática de emergência, capaz de identificar riscos de colisão e acionar os freios sem intervenção do motorista, além do assistente de permanência em faixa, que ajuda a evitar saídas involuntárias da pista.

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Mudanças em carros são exigências do Contran

A obrigatoriedade faz parte das novas regras de segurança veicular estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O cronograma prevê uma implementação gradual iniciada em novos projetos de veículos e culminando, em 2029, com a exigência para todos os automóveis novos vendidos no país. A medida também alcança veículos comerciais leves e parte dos veículos de transporte de passageiros e cargas.

Especialistas apontam que os sistemas ADAS podem reduzir significativamente o número de acidentes causados por distração, fadiga ou falhas humanas. Estudos utilizados na formulação das normas brasileiras indicam potencial para evitar ou minimizar uma parcela relevante das colisões registradas nas vias.

Além do ganho em segurança, a nacionalização da tecnologia pode contribuir para reduzir custos de produção no futuro e ampliar o acesso dos consumidores a equipamentos que hoje costumam estar disponíveis apenas em versões mais sofisticadas dos veículos.

A expectativa do setor é que a produção nacional dos sensores fortaleça a cadeia automotiva brasileira e prepare as montadoras para atender às exigências regulatórias dos próximos anos, acompanhando uma tendência mundial de adoção de tecnologias voltadas à prevenção de acidentes.

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