segunda-feira, setembro 21, 2026

Zeca do PT culpa ‘índios bolsonaristas’ por invasão a fazendas de Sidrolândia

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Deputado estadual Zeca do PT culpou o que chama de ”indígenas bolsonaristas” como autores das invasões de destruição a fazendas na região de Sidrolândia. Os ataques às propriedades rurais reivindicadas pelos nativos tiveram empregados expulsos e reféns. 

O parlamentar estadual – que é defensor de invasões de propriedades privadas – reportou uma reunião a ser feita na tarde desta segunda-feira (15), com lideranças da Terra Indígena Buriti, na Câmara Municipal de Sidrolândia.     

No chamado à imprensa, Zeca reportou que nenhuma liderança indígena da região sabia das invasões; citou que o ataque foi organizado pelo indígena Rodrigues Alcântara, que atua como secretário de Assuntos Indígenas da Prefeitura de Dois Irmãos do Buriti. O petista acusa o secretário de fazer parte do MDB. 

”Até onde se sabe, Rodrigues Alcântara lidera um movimento de direita na região com apoio às pré-candidaturas ao Senado, a deputados e do projeto bolsonarista”, acusou Zeca, sem indicar provas. 

Invasões 

O caso mais grave teria acontecido na Fazenda São Sebastião da Serra, alvo da invasão por volta do meio-dia de sexta-feira (12). O capataz da propriedade relatou às autoridades que dois funcionários foram rendidos sob ameaça de arma de fogo. Segundo a denúncia, os trabalhadores acabaram algemados, sofreram ameaças de morte constantes e permaneceram sob o controle dos invasores até serem liberados perto das 18h.

Durante o período em que a área esteve dominada, a esposa e o filho pequeno de um dos funcionários teriam sido levados para uma propriedade vizinha, conhecida como Fazenda Lindóia. Informações obtidas pelo site Região News apontam que todas as residências da São Sebastião da Serra foram incendiadas e que máquinas agrícolas acabaram retiradas da área e levadas também para a fazenda vizinha.

A denúncia abrange outras duas áreas rurais, as fazendas Vassoura e Águas Claras. O responsável por uma delas e a proprietária do segundo terreno informaram à polícia que perderam completamente o contato com os funcionários que atuavam nas propriedades. Essa falta de comunicação impediu um balanço imediato sobre a integridade dos trabalhadores e os possíveis danos aos locais. 

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