sexta-feira, outubro 2, 2026

Whey protein e leite em pó vencidos: polícia fecha ‘fábrica’ que embalava produtos e revendia

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Vocêm fábrica clandestina que embalava o suplemento alimentar whey protein e leite em pó vencidos foi fechada pela Polícia Civil, na terça-feira, 23, em São João da Boa Vista, interior de São Paulo. Os produtos recebiam novas etiquetas com datas de validade estendidas até 2027 e eram revendidos. O homem suspeito de ser o dono do ‘negócio’ foi preso.

O suspeito, Bruno Missaci Antunes, passou por audiência de custódia nesta quarta-feira, 24, e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. O advogado Fábio Henrique Fernandes, que defende Antunes, afirmou que a empresa possui todas as licenças exigidas em lei para o funcionamento das atividades.

A ação foi conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), depois que a movimentação no galpão, localizado no Jardim Dona Therezinha, levantou suspeitas. No local, os policiais encontraram frascos vazios de suplementos alimentares dentro de uma caçamba e sacos com whey e leite em pó.

Como funcionava o esquema?

Segundo a investigação, o produto vencido era retirado das embalagens originais, embalados em novos frascos e rotulados com uma nova data de validade. Funcionários da “fábrica” confirmaram que realizavam os procedimentos de retirada e ensaque dos produtos por determinação da empresa. Contudo, eles não souberam especificar o destino final das mercadorias adulteradas.

Os policiais apreenderam diversos paletes de mercadorias, rolos de etiquetas adulteradas escondidos em um armário de cozinha, embalagens novas e o celular do responsável pelo estabelecimento.

Antunes foi preso por crime contra a saúde pública, por adulteração de produto alimentício destinado ao consumo. A pena para quem comete este delito é de 1 mês a 1 ano de prisão. Seis funcionários foram ouvidos e afirmaram que apenas cumpriam ordens. Segundo a polícia, eles disseram não ter conhecimento da ilegalidade do esquema.

O advogado Fábio Fernandes disse ao Estadão que a destinação dos produtos seria formulados para ração animal. “A polícia atendeu a uma denúncia anônima, foi lá e encontrou embalagens e sacarias com os produtos, mas não apurou a destinação e deu voz de prisão ao responsável. Não havia nenhum produto destinado a consumo humano”, diz.

O defensor afirma que a empresa tem certa tradição em produzir insumos para ração animal. “Nós apresentamos todas as justificativas à polícia, mas não adiantou. O juiz de garantias optou pela prisão preventiva, mas vamos entrar com pedido de revogação inicialmente no juízo de São João da Boa Vista. Se necessário, iremos ao Tribunal de Justiça para mostrar a verdade”, disse.

Leia Também: Amazonas, Pará, Roraima e Amapá sentem tremor de terra e prédios são evacuados

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