Os contingentes são os menores de uma série histórica iniciada em 2016, apontam dados divulgados nesta quinta-feira (2) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
As informações integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que indica avanços da rede e do telefone móvel ao longo da última década.
As 17,7 milhões de pessoas que não usaram a internet nos três meses anteriores às entrevistas da pesquisa correspondem a 9,5% da população de dez anos ou mais no Brasil (186,4 milhões). Já os 19,1 milhões sem celular para uso pessoal representam 10,2% do total.
São contingentes que, mesmo em baixa, superam a população inteira do estado do Rio de Janeiro, estimada em 17,2 milhões no ano passado. O Rio é a terceira unidade da Federação mais populosa.
Segundo o IBGE, 73,6% das pessoas de dez anos ou mais que não usaram a internet não tinham instrução ou contavam apenas com o ensino fundamental incompleto em 2025. Esse grupo com escolaridade mais baixa também respondia por 81,5% dos habitantes sem celular.
Outro detalhamento fornecido pela Pnad é o de faixa etária. Idosos de 60 anos ou mais representavam 51,5% (mais da metade) da população de dez anos ou mais desconectada da internet. Eles também formavam a principal fatia do contingente sem celular (36,9%).
Crianças e adolescentes de 10 a 13 anos vieram na sequência. Responderam por 10,3% da população de dez anos ou mais sem acesso à rede e 27,4% do contingente sem celular.
Conforme a Pnad, o principal motivo para não acessar a internet no país em 2025 foi não saber utilizá-la (44,9%). Entre os idosos, esse fator alcança um patamar ainda superior (66,5%).
Entre as crianças e os adolescentes de 10 a 13 anos, os principais motivos foram a falta de necessidade (33,8%) e a preocupação com a privacidade ou a segurança (30,3%).
A pesquisa do IBGE é domiciliar. Isso permite que pais respondam em nome dos filhos menores de idade.
O principal fator para não ter celular no país foi não saber usá-lo (31,1%). Essa justificativa chega a 61% entre os idosos sem o aparelho. Entre as crianças e os adolescentes de 10 a 13 anos, a preocupação com a privacidade e a segurança é o que mais pesa (32%).

