O subprefeito de Anhanduí, Elenilton Dutra, 57 anos, volta ao centro das polêmicas, dessa vez por agredir verbalmente uma trabalhadora, em Campo Grande. Há uma semana ele se gravou xingando moradores do distrito de ''retardados'' por motivações políticas.
Conforme o boletim de ocorrência, uma mulher de 40 anos registrou a queixa contra Elenilton em 29 de julho, reportando o ataque verbal ocorrido no final da tarde de 7 de julho, no Jardim dos Estados, em Campo Grande. A denúncia diz que Elenilton abordou a denunciante no local de trabalho dela e proferiu frase como “sua p#ta, vagab#nda, sua vaga. Deve ser prostituta, sua vagab#nda”.
Ainda segundo o registro, antes dos xingamentos, Dutra e a trabalhadora discutiram por Elenilton estar descontente com algum serviço. Foi dito também que a parte financeira foi revolvida pela empresa que a vítima trabalha.
O caso foi registrado como injúria e ameaça na Depac Centro.
Resposta
O subprefeito Elenilton sugeriu que fora feita uma gravação de áudio no momento dessa situação, mas crê ser fruto de inteligência artificial. Ele questiona a veracidade do material e diz ter pedido ou conseguido laudo criminal para provar que não teve nada a ver com a situação, assim como também fez boletim de ocorrência.
Dutra prometeu entregar o material posteriormente.
“Por que tanta perseguição contra uma pessoa que está trabalhando? Ela vai ter que provar”, disparou o subprefeito.
Entenda o outro caso
A polêmica começou após a divulgação de um vídeo em que Elenilton Dutra reage a críticas direcionadas à gestão municipal em Anhanduí. Nas imagens, ele afirma que “tem alguns retardados de Anhanduí” que apoiam as críticas feitas à administração e faz comentários sobre a vida pessoal de alguns moradores, mencionando ligações clandestinas de água e energia e situações particulares.
A gravação repercutiu nas redes sociais e motivou novas críticas ao subprefeito. O advogado e pré-candidato Oswaldo Meza, citado por Elenilton, reagiu às declarações e criticou a postura do gestor. Na ocasião, a Prefeitura de Campo Grande foi procurada para se manifestar sobre o episódio, mas não retornou.
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