A operação Lívia ganhou um novo elemento após o relato de que, na mesma noite em que ocorreu outro evento relacionado ao caso, uma segunda jovem também teria sido submetida a uma situação semelhante. Segundo a delegada responsável pelo caso, antes de tirar a própria vida, Lívia teria sido pressionada a matar o próprio gato, mas não teria cumprido a ordem.
Conforme a delegada da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), Anne Karine Sanches Trevizan, o grupo verificava quem eram os pais, onde estudava, o que a pessoa gostava, e criava um perfil parecido com a vítima, para aliciá-la.
Quando já estava aliciada, eles convidavam para esses grupos para participar dos crimes de ódio e de extremismo violento. São grupos violentos com mulheres, animais, com as vítimas mulheres tendo frequentemente que se automutilar.
“Nós acabamos com esse caso da Lívia, que acabou se suicidando, mas nessa mesma noite eles fizeram um outro evento num outro estado que a menina também teve que se mutilar, e antes da própria Lívia se matar, ela teria que matar o gato dela, mas ela não cumpriu essa missão, por isso ela teve que se suicidar”.
Anne Karine Sanches Trevizan, delegada da DEPCA
Segundo a Polícia Civil, o grupo atraía crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade por meio de redes sociais e outras plataformas online. Depois do contato inicial, os participantes eram submetidos a desafios violentos, incentivados à prática de crimes e expostos a conteúdos extremos.
Além do adolescente apontado como líder, outros quatro menores, com idades entre 13 e 17 anos, foram apreendidos por determinação da Justiça. Um outro envolvido, de 18 anos, também foi preso durante a operação.
Alerta aos pais
Aos pais, a delegada fez um alerta pois é preciso supervisionar o que os filhos estão consumindo no ambiente virtual. É importante ter controle parental nos aparelhos, além de diálogo, muito diálogo e conversa, além disso, não podemos mais pensar que o perigo está apenas na rua, como era comum antigamente.
“O perigo está no ambiente virtual porque não, o seu filho não sabe com quem ele está conversando. Uma pessoa se identifica, coloca uma foto, a foto, o que quiser para aliciar o seu filho. E ele acredita que está conversando com uma pessoa boa, fez um novo amigo. Então assim, muito cuidado. A internet é boa, mas é preciso cuidado com o bate-papo nas plataformas, inclusive em jogos”.
Anne Karine Sanches Trevizan, delegada da DEPCA

