A defesa do suspeito levado algemado para a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) negou que o cliente tenha qualquer envolvimento com o desaparecimento de Ayla Emanuelly, a bebê de 28 dias supostamente sequestrada em Campo Grande na quinta-feira (6).
O suspeito foi preso na manhã deste sábado (8) durante uma operação para encontrar a pequena Ayla.
Em nota, Dendry Rios, assistente de defesa, afirmou que ainda é “muito cedo para manifestos concretos”, mas que o cliente assegura não ter conhecimento de nenhum ato criminoso. “Atribuir toda essa interpretação a ele seria praticamente desumano e injusto, ainda mais um rapaz trabalhador, familiar e uma pessoa comum”.
Ainda conforme os defensores, o rapaz passará por audiência de custódia neste domingo. (Confira a nota no fim da matéria)
Responsável pela ação, a delegada Anne Karine Trevizan evitou dar declarações para não atrapalhar o andamento das investigações. As diligências são realizadas para encontrar a bebê que teria sido vítima de sequestro e cárcere privado.

Conforme a família, a mãe da criança, de 17 anos, foi vítima de uma emboscada planejada por uma mulher que conheceu em um grupo de doação de roupas de bebê, pela internet.
A suspeita ofereceu R$ 100 para que a adolescente cuidasse de sua filha, mas, quando ela chegou ao local, foi ameaçada e obrigada a entregar a recém-nascida. A mãe afirmou que, além da mulher que ficou com a bebê, cerca de dez homens estavam no imóvel.
A adolescente passou a tarde de sexta-feira na delegacia, prestando depoimento. Outros parentes da criança também foram ouvidos.
No fim do dia, o desaparecimento de Ayla foi inserido no Alerta Amber, um mecanismo utilizado para alertas urgentes em alguns casos de rapto ou sequestro de crianças.
Conforme o alerta, ativado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ayla Emanuelly Pereira de Souza tem cabelo castanho escuro, curto, e foi vista pela última vez na Rua Francisco Aguiar Pimenta, Jardim Monumento, nessa quinta-feira (6).
O caso segue em investigação.
Confira nota na íntegra:
Estamos tomando conhecimento dos fatos e analisando os autos. É muito cedo para manifestos concretos, até porque ele assegura não saber a finalidade da atividade de qualquer ato que aconteceu. Imaginem o seguinte: se você soubesse que tal ato ilícito seria praticado, você concordaria? Claro que não, pelo amor de Deus, ele é trabalhador, tem família, amanhã é dia dos pais, enfim. Atribuir toda essa interpretação a ele seria praticamente desumano e injusto, ainda mais um rapaz trabalhador, familiar e uma pessoa comum. Mas, tudo isso será discutido e apresentado no decorrer dos fatos e a sociedade entenderá que é importante não julgar agora de maneira popular para não se arrepender depois.
Dendry Rios, assistente de defesa

