A policial penal Jorcenilma França Viegas, suspeita de atirar no entregador de aplicativo Carlos Felipe Magalhães Fernandes, de 34 anos, que está internado, foi solta com tornozeleira eletrônica após permanecer uma semana presa em Cuiabá. Ela havia sido presa preventivamente no dia 2 de agosto durante as investigações do caso.
Na decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ficou estabelecido que, além do monitoramento com tornozeleira, Jorcenilma está proibida se aproximar da vítima e de sair de casa
Mesmo em liberdade, Jorcenilma foi afastada da função no Grupo de Intervenção Rápida. A decisão, assinada pelo secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, foi publicada nesta terça-feira (11) no Diário Oficial e tem efeitos retroativos a 5 de agosto. No ato de afastamento não há data prevista para retorno.
O entregador Carlos Felipe Magalhães Fernandes, de 34 anos, permanece internado em estado grave no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas tendo melhoras significativas.
Jorcenilma teve o mandado de prisão de forma preventiva cumprido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHP0, da Polícia Civil, enquanto é investigada por atirar contra o entregador de aplicativo que fazia a entrega de um celular para a filha da suspeita, no bairro CPA IV, em Cuiabá. O caso ocorreu no dia 22 de julho mas veio à tona na última semana.
A prisão da suspeita ocorreu dias depois da divulgação de imagens de câmeras de segurança que colocaram em dúvida a versão apresentada inicialmente por ela, de que teria agido em legítima defesa.
As gravações mostram Carlos Felipe chegando ao endereço, estacionando a motocicleta e entregando o aparelho celular. Em seguida, a policial se identifica e determina que ele se deite no chão. Logo depois, efetua os primeiros disparos.
As imagens também registram que, após os tiros iniciais, o entregador tenta deixar o local com a motocicleta enquanto continua sendo alvo de disparos. Em seguida, ele desce do veículo, tenta fugir empurrando a moto, mas cai. Toda a ação dura poucos segundos, sendo possível contar mais de dez disparos.

A versão apresentada pela policial logo após a ocorrência foi a de que teria reagido porque o motociclista tentou tomar sua arma. No entanto, as imagens não mostram Carlos Felipe avançando em direção à servidora antes dos primeiros disparos.
O Primeira Página entrou em contato com o advogado de Jorcenilma para um posicionamento sobre o recente afastamento da servidora do cargo, mas até o momento não obteve retorno. Espaço segue aberto para manifestações.

